Polícia prende farmacêutico
acusado de falsificar remédios
Adriana Ribeiro
Marcelo AlmeidaPoliciais apreendem medicamentos do laboratório MilamedSob a acusação de falsificar medicamentos, Salastiel Feitosa de Vasconcelos, 59 anos, foi preso ontem em flagrante, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele é proprietário do laboratório Milamed Indústria Farmacêutica Ltda, que está com as atividades paralisadas. A prisão foi feita por policiais da Delegacia de Ordem Social e da Delegacia de Defesa do Consumidor (Delcom), com a ajuda de técnicos da Vigilância Sanitária.
Vasconcelos foi enquadrado no artigo 272 do Código Penal, por adulterar substância medicinal, que prevê pena de reclusão de dois a seis anos. Ainda ontem, a polícia prendeu também Vagner Ferreira de Lima, 34 anos, que comercializava as substâncias numa farmácia de propriedade de Vasconcelos, em Colombo.
A polícia chegou ao laboratório depois de receber denúncia anônima. ‘‘Partindo da informação que estava havendo um derrame de remédios falsos no Brasil, do laboratório Milamed, chegamos ao proprietário’’, disse o delegado Marcos Vinícius, da Delegacia de Defesa do Consumidor. Na casa de Vasconcelos, a polícia encontrou materiais para fabricação caseira de medicamentos e grande estoque de remédios, principalmente os antibióticos Amoxilina e Empicilina. O material foi apreendido.
De acordo com Marcos Vinícius, a prova da falsificação dos medicamentos está num laudo apresentado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), que analisou amostras. Os produtos faziam parte da denúncia, que chegou num pacote à Delegacia de Ordem Social. De acordo com o Tecpar, os remédios analisados não apresentavam as substâncias que deveriam possuir.
Segundo a polícia, o laboratório Milamed estava inativo. Quando foi feita a batida, todos os produtos estavam encaixotados, possivelmente para uma mudança. Anteontem, a polícia do Rio Grande do Sul apreendeu na cidade de Cachoeirinha, medicamentos falsificados e de fabricação do laboratório Llogner Farma do Brasil, que, segundo a polícia, também pertence a Salastiel Vasconcelos.
Ontem, na delegacia, Vasconcelos afirmou que o laboratório Llogner provinha de uma sociedade, da qual ele não faz mais parte. Segundo Vasconcelos, o Milamed possuía licença do Ministério da Saúde para fabricar 60 medicamentos. Soraya Maria da Silva, da Delegacia de Defesa do Consumidor, alerta para que as farmácias que possuem medicamentos do Llogner e Milamed, encaminhem os produtos para a Vigilância Sanitária de seu município.

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