Marcelo AlmeidaEmbriagadoNa delegacia, Silas da Silva dá diversos telefonemas e ofende policiais: sem a carteira de motoristaO funcionário da Assembléia Legislativa, Silas Passos da Silva, 28 anos, foi preso ontem em flagrante pela Polícia Militar no bairro Vila Hauer - Vila Rocinha -, em Curitiba, depois de ter disparado, dentro de um carro, cinco tiros a esmo. Ninguém saiu ferido. Em seu poder foi encontrada uma pistola Taurus 9mm PT-92, de uso privativo das Forças Armadas.
O tenente Alves, da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência e apreendeu a arma, acionou também o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran). Silas da Silva estava embriagado. Sua carteira foi ‘cassada’ pelos policiais logo em seguida à sua detenção, por volta das 10h30. Segundo informações dos moradores da Vila Rocinha, o acusado fazia-se passar, durante as suas abordagens, como sendo integrante da Polícia Civil.
Levado para a 7ª Delegacia de Polícia de Curitiba, Silas da Silva repetia diversas vezes ser funcionário da Assembléia Legislativa. Ele afirmou que trabalha como segurança da mesa executiva da Casa. Bastante alterado, tentou agredir o fotógrafo da Folha, Marcelo Almeida. Um funcionário da delegacia também avançou contra Almeida durante a confusão.
Da delegacia, Silas efetuou várias ligações telefônicas, inclusive para a sua advogada. ‘‘Trabalhei aqui durante um ano’’, disse à reportagem. Indagado sobre as funções que exercia, negou-se a responder. Diversas testemunhas foram até a 7ª DP, mas o delegado Adão Edson Rolim não foi localizado para tomar os depoimentos.
O escrivão Valdir, que deveria lavrar o flagrante ainda pela manhã recebeu um comunicado telefônico do delegado por volta das 11h30. ‘‘Ele primeiro vai almoçar, depois vem para cᒒ, informou um funcionário.
De acordo com a PM, Silas da Silva é alcaguete (informante) da 7ª DP. ‘‘Conheço todo mundo aqui’’, dizia. Ele chegou a chamar os policiais militares de ‘‘vagabundos’’. As acusações de Silva não provocaram reação entre os policiais.
HomicídiosO sábado foi bastante agitado na região metropolitana de Curitiba. A Polícia Civil registrou quatro casos de homicídio e um de ferimento a bala. As mortes ocorreram a partir da madrugada, em Araucária, Lapa, Piraquara e Pinhais.
Os crimes que mais repercutiram foram o de Lourival Seika, golpeado a marretadas em Araucária e o espancamento até a morte de um rapaz não identificado em Piraquara. Até o fechamento desta edição, a Polícia ainda não havia recebido os boletins de ocorrência com os dados de identificação e detalhes das mortes.

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