Polícia prende estelionatários em Curitiba
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2004
Candice Dequech<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) desmantelou mais uma quadrilha que assaltava caixas eletrônicos em agências bancárias de Curitiba. Os estelionatários Manoel Freires Amorin, 37 anos, e Francisco das Chagas Nunes França, 29, ambos de São Paulo, foram presos em flagrante no último sábado no hotel onde estavam hospedados, no centro de Curitiba. O superintendente do Cope, Roberto Assis, suspeita que mais pessoas estejam envolvidas no crime.
A dupla se encarregava de instalar um aparelho, conhecido por ''chupa-cabra'', em caixas eletrônicos. O aparelho, uma espécie de chip, fazia a leitura dos dados de cartões magnéticos de correntistas que utilizavam aquele caixa eletrônico. O aparelho ficava instalado no caixa por cerca de uma semana, e depois, os estelionatários deveriam retirá-lo para clonar os dados em cartões magnéticos e sacar o dinheiro das contas dos correntistas.
Segundo Assis, a dupla foi presa depois de instalar um aparelho em uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) na madrugada do último sábado. ''Depois de instalado o chip, soou o alarme da agência, que é vinculado ao Cope. Enquanto nós nos dirigíamos até lá, para atender a ocorrência, fomos avisados que testemunhas viram o veículo no qual eles (os assaltantes) fugiram. Seguimos o veículo, que foi deixado no referido hotel, e lá ficamos de plantão, esperando o retorno deles'', contou Assis. Os estelionatários haviam deixado o carro no hotel e fugiram a pé. Quando a dupla voltou, por volta do meio-dia, para pegar seus pertences e ir embora, foi surpreendida pelos policiais do Cope.
Depois de interrogados, o Cope localizou mais um chip em outra agência da Caixa, que já estava instalado há uma semana. Nenhum correntista foi lesado, pois os policias retiraram os aparelhos antes que eles fossem remetidos para São Paulo, para a clonagem dos dados.
Segundo o superintendente do Cope, Amorin e França possuem vários antecedentes criminais por estelionato e furto na capital de São Paulo e no interior do Estado. O inquérito ficará à disposição do Juízo da Central de Inquéritos de Curitiba. Depois, será encaminhado para a Justiça Federal, uma vez que trata-se de crime contra uma instituição pública.


