Foz do Iguaçu Policiais do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), a serviço da Promotoria de Investigação Criminal (PIC), prenderam quarta-feira sete pessoas por tráfico de drogas e contrabando de cigarros falsificados, em Foz do Iguaçu. Trezentos quilos de maconha e 200 caixas de cigarro também foram apreendidos. O flagrante, segundo a polícia, ocorreu por volta das 22h30, em frente a um hotel da cidade, quando o grupo escondia a mercadoria no banheiro e no porta-malas de um ônibus de sacoleiros, que tinha como destino a cidade de Divinópolis (MG). Entre os presos todos serão indiciados ainda por formação de quadrilha encontra-se um adolescente de 17 anos.
De origem paraguaia, provavelmente embalada na região de Capitão Bado, segundo a polícia, a maconha estava dividida em tabletes protegidos por uma fita adesiva e escondida em sacolas de nylon, caixas de isopor, e misturada no carregamento de cigarro. ''Recebemos a informação de que um carregamento grande estava prestes a sair daquele local. Dois agentes vigiavam o ônibus, quando duas motos suspeitas e um táxi se aproximaram. Na abordagem, um rapaz ficou nervoso e acabamos desmantelando todo o esquema'', relatou o capitão do Gerco, Mauro Rolim de Moura.
Segundo ele, Luis Antonio Peres Bandeira, 24 anos, e Alessandro Michel Ferreira, 27, conhecido como Sassá, que pilotavam as motos, ambos de Foz do Iguaçu, são os principais suspeitos de intermediar a venda da droga. Os irmãos Silvia Letícia Soares de Araújo, 31, Murilo Domingos de Araújo Júnior, 23, e Sérgio Henrique de Araújo, 21, todos de Belo Horizonte (MG), seriam os compradores da maconha, que seria levada para alimentar o tráfico de drogas na região de Divinópolis.
Em depoimento, o adolescente reivindicou a propriedade de um sacola com 60 quilos de maconha. A bolsa estava escondida dentro do banheiro do ônibus. ''Ele confessou o crime, mas não disse se conhecia ou não os irmãos mineiros'', afirmou o capitão do Gerco. O taxista Marcelino da Silva, 44, também foi preso sob suspeita de participar do esquema. Ele teria sido contratado por Alessandro e Luis Antonio para passar a carga de Ciudad del Este, no Paraguai, para Foz do Iguaçu.
A polícia não acredita que a quadrilha seja composta por laranjas, trabalhando para um traficante de grande porte. ''Todos sabiam o que estavam fazendo, tanto que procuravam a melhor alternativa de esconder tanta droga em apenas um ônibus'', argumentou o capitão. A maconha, o cigarro e os veículos apreendidos foram levados para a sede da Polícia Federal, em Foz do Iguaçu.

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