Curitiba

Marcelo AlmeidaAveriguaçãoAs cinco suspeitas foram detidas próximo à Praça Rui Barbosa. Comerciantes do Centro serão chamados para ajudar a definir se elas fazem parte da gangueA polícia prendeu ontem à tarde cinco mulheres que podem fazer parte da ‘‘Gangue da Xuxa’’, grupo que atua no Centro de Curitiba furtando mercadorias das lojas.
A equipe da 1ª Delegacia de Furtos e Roubos deteve as suspeitas próximo à Praça Rui Barbosa, mas os policiais não conseguiram prendê-las em flagrante.
As mulheres foram identificadas como Maria Rosana Lopes dos Santos, Valdirene Barboza Novaes, Lurdes de Carvalho, Mara Cristina Leme e Martha Cristina da Silva.
Segundo o delegado Gerson Machado, todas já contam com passagens pela polícia, acusadas de furto. Ele disse que as mulheres foram detidas para que a polícia possa fazer um levantamento das gangues que atuam no Centro. ‘‘Comerciantes da região devem ser chamados para auxiliar a identificação’’, disse o delegado.
As cinco mulheres disseram estar desempregadas mas negaram ter participação na ‘‘Gangue da Xuxa’’. Elas afirmaram estar procurando emprego e que estavam apenas andando pelo Centro quando foram abordadas pelos policiais.
Preocupados com o furto de mercadorias pela gangue, várias lojas do Centro já adotaram medidas de segurança. Além de contratar funcionários especializados na segurança, as empresas acorrentam os produtos às prateleiras e colocam embalagens vazias em exposição para evitar os furtos.
A gangue age principalmente na Rua Marechal Deodoro, local de grande concentração de lojas de eletrodomésticos.
Segundo informações dos lojistas, o grupo é formado por pelo menos dez mulheres. Elas distraem os vendedores e saem carregando mercadorias expostas na frente das lojas. Preferem o horário de almoço, quando há mais clientes e menos vendedores nas lojas.
Das Lojas Colombo, já levaram filmadoras de vídeo, aparelhos de som e televisores de 20 polegadas. A polícia acredita que os produtos são passados a interceptadores e revendidos.
Segundo funcionários da Arapuã, as mulheres levam os produtos até a Praça Rui Barbosa, onde há uma grande concentração de camelôs, para vender as mercadorias.
Vendedores da Arapuã disseram já ter trocado chutes e socos com as mulheres, para impedí-las de levar as mercadorias. Além de furtar produtos em lojas e farmácias, as mulheres também podem estar assaltando pedestres.
A equipe da 1ª Delegacia de Furtos e Roubos admite que é difícil prender as ladras em flagrante. De acordo com o relatório dos policiais, elas atuam em horários diferentes e, após a prática do furto, se dividem e se misturam à multidão.

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