Paulo WolfgangProva materialCláudio Posca dos Santos (centro) é levado preso: com ele foram encontrados os documentos de carro usado no assalto ao BradescoA Polícia Civil prendeu ontem à tarde o casal Cláudio Posca dos Santos, 32 anos, e Valéria de Fátima Franco, 29 anos. Eles são acusados de integrar uma quadrilha de ladrões de bancos que vinha agindo em Londrina e região. Cláudio confessou ter assaltado, na última terça-feira, a agência do Bradesco na avenida Duque de Caxias (centro). O casal mora na rua Suíça, jardim Igapó (zona sul). Na casa, a polícia encontrou R$ 1.090,00 em dinheiro, duas pistolas semi-automáticas, cinco revólveres calibres 38 (um de brinquedo) e farta munição para armas de diversos calibres.
Paulo WolfgangArsenalArmas apreendidas na casa do jardim Igapó: muitos calibres
Em uma gaveta foram encontrados os documentos do Vectra roubado no domingo em Rolândia e usado para o assalto ao Bradesco. Ao confessar o crime, Cláudio disse que Fátima era inocente. Ela afirmou que apenas vivia com Cláudio e nada sabia de suas atividades criminosas. O acusado denunciou Wagner Monteiro de Lima e José Carlos Dias como co-autores de crimes. Eles estão foragidos.
A residência do casal tem 300 metros quadrados de área construída. As salas e quartos abrigam móveis de mogno entalhado e tapetes persas em alto estilo de decoração. O luxo chegou a surpreender o delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Valdir Abrahão, que comandou a operação. ‘‘Em toda minha vida de policial nunca vi tanta riqueza em casa de ladrão. Eu acredito que essa quadrilha tenha roubado muito para conseguir toda esta fortuna.’’
Inocente?Valéria Franco: para Cláudio, ela não sabia dos crimes dele
Cláudio foi preso a poucos metros da residência. Ao ser abordado pelos policiais, disse que estava procurando a casa de sua namorada.
Com ordem judicial, minutos depois os policiais invadiram a casa e prenderam Fátima. Além das armas e munições, foram também apreendidos um computador, porta-níqueis de caixas de banco, plaquetas de motor de carros, carregadores de pólvoras e pinos numerados para remarcar carros. Segundo o delegado-chefe da 10ª SDP, Wanderci Corral Fernandes, existe a hipótese de que a mesma quadrilha roube carros para levar ao Paraguai.

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