Polícia prende advogada em Uraí
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quinta-feira, 25 de setembro de 1997
Luciane Tonon Cornélio Procópio 
A advogada Cleuza Estafanini Tereza, 45 anos, e seu amante, Gilson Rodrigues, foram presos em flagrante em Uraí (26 km a oeste de Cornélio Procópio) por porte ilegal de armas. Eles mantinham dentro de casa uma espingarda calibre 12 e um revólver calibre 38, ambos carregados.
A advogada já tinha cinco mandados de prisão. Um por depositária infiel e quatro por estelionato, expedidos nas cidades de Fernandópolis, São José do Rio Preto e Votuporanga, todas em São Paulo, e Jaciara (MT). Tereza estava morando há cinco meses em Uraí.
A polícia de Uraí não tinha conhecimento sobre o passado da advogada. A prisão ocorreu depois de uma denúncia feita ao delegado de Uraí, Marcos Fernando da Silva Fontes, no domingo pela manhã. Segundo Fontes, uma pessoa de Londrina (o nome não foi divulgado) procurou por ele dizendo que teria vendido arreios e apetrechos de peão para Gilson Rodrigues, amante da advogada.
Ele fez uma queixa verbal de que teria pego um televisor do casal como pagamento da dívida. Ao ser ameaçado por Rodrigues, resolveu devolver a TV, mas antes veio pedir acompanhamento policial, contou o delegado. Fontes disse que a Polícia Militar já havia recebido um telefonema da advogada denunciando o roubo do televisor. A polícia acompanhou a devolução do aparelho, sem que fosse percebida por eles.
O delegado pediu informações sobre a advogada no Centro de Operações da Polícia Civil de São Paulo. Vimos que era uma pessoa bastante procurada em São Paulo e Mato Grosso e então pedimos a prisão. Como foram encontradas armas sem porte na residência, eles foram presos em flagrante, comentou o delegado.


