David Willian Machado, acusado por latrocínio e corrupção de menores no caso do homicídio do empresário José Luiz de Souza, do Depósito São Marcos, na Avenida Leste-Oeste (área central de Londrina), foi preso na manhã de quinta-feira no , Jardim Nova Olinda (zona oeste). A prisão foi em virtude da condenação a 21 anos e quatro meses de prisão no dia 24 de setembro pelo Tribunal de Justiça do Paraná. Também foi condenada a mãe de uma das adolescentes envolvidas no crime, Sandra Aparecida da Silva, acusada de ter escondido a arma do crime, um revólver calibre 22, na casa de uma irmã. Ela recebeu a pena de dois anos de reclusão em regime semiaberto, convertidos em prestação de serviços comunitários.
O crime aconteceu no dia 28 de março de 2013. O grupo invadiu o estabelecimento para cometer um assalto e Souza foi baleado por um adolescente. A vítima morreu no local.
Na época, o Ministério Público apontou quatro acusados de terem se reunido com o autor do disparo, um adolescente, e mais outras duas adolescentes, na casa de Sandra, mãe de uma das meninas, para arquitetar o crime. Uma das adolescentes era funcionária do depósito e teria passado todas as informações sobre a movimentação de dinheiro. Dois dos acusados teriam levado o adolescente para assaltar o estabelecimento. Após o crime, Machado, o adolescente e uma das meninas, que seria sua namorada, tentaram deixar a cidade. Os adolescentes foram apreendidos na rodoviária e Machado foi detido em casa. As duas adolescentes foram condenadas a liberdade assistida.
Em primeira instância, o juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Délcio Miranda da Rocha, absolveu quatro réus acusados de envolvimento no latrocínio por falta de provas, entre eles Machado e Sandra.
Em entrevista ontem, a viúva Luciney Oliveira Souza apontou que o promotor Márcio Luis Bergantini, do Ministério Público, recorreu da decisão da 2ª Vara Criminal de Londrina e o Tribunal de Justiça confirmou a absolvição de Viny Mayer Marcuz, de 24 anos, e Julio Cesar da Costa, de 33, mas reformou a decisão que inocentava David Willian Machado e Sandra Aparecida da Silva.
"Realmente foi uma surpresa, não esperava mais que isso fosse acontecer. Eu estou de uma certa forma contente porque a Justiça foi feita. Missão cumprida. Vamos seguir a vida agora. É claro que a vida de meu marido nunca mais vai voltar. Nós éramos uma família tão unida e fortalecida e vem uma pessoa que destrói os nossos sonhos", afirmou.
A advogada de Machado, Eliane Aparecida Giaretta Marcato, afirmou que a prisão dele foi arbitrária. "A defesa vai recorrer da decisão. Meu cliente não teve participação nesse crime. Ele foi absolvido em Londrina e não havia conjunto probatório para essa condenação. A decisão não relata nem por que ele pegou uma pena. Ainda que tivesse participação no crime, a maneira como ele foi preso foi arbitrária pois o acórdão não tinha sido publicado. Como prenderam ele? Vamos entrar com um contramandado da prisão e assim que o acórdão for publicado e a defesa for intimada vamos recorrer no Supremo Tribunal de Justiça (STJ)", afirmou.
A reportagem procurou a advogada Zireny Camargo Bespalhok de Souza, que na época era advogada de Sandra Aparecida da Silva, mas ela afirmou que deixou o caso e não sabe qual foi o advogado que assumiu em seu lugar. Ela também relatou que não possui mais os contatos de Sandra.
O advogado de Viny Mayer Marcuz, Aldo Cezar Makiolke, afirmou que não teve acesso à decisão que inocenta seu cliente, mas declarou que desde o começo acreditou na inocência dele. "O Viny sequer conhecia o David", garantiu. Mauro Sérgio Martins dos Santos, advogado de Júlio César da Costa, também não se disse surpreso com a decisão que inocentou seu cliente. "Foi uma decisão acertada e correta. Meu cliente não tem envolvimento com esse crime", afirmou.

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