A Polícia Civil prendeu ontem um dos acusados de assassinar o turista argentino Raul Alberto Tita, 50 anos, que estava hospedado num hotel em Foz do Iguaçu. Regivan Oliveira da Silva, 22 anos, foi preso acusado de pertencer à quadrilha que executou o estrangeiro na madrugada de anteontem com um tiro na cabeça, na frente da mulher e três filhos. Outros três envolvidos no crime continuavam foragidos até a noite de ontem.
Ele foi detido após investigadores do 1º DP terem colhido o depoimento de uma pessoa, cujo nome não foi revelado, que teria escutado membros do grupo planejar o crime e forneceu a localização da casa dos suspeitos aos policiais.
Com base nas informações, os investigadores levaram Roni dos Santos a entregar a participação do irmão, Jonas Manoel dos Santos Junior, 19, e dos colegas Marcelo Alves de Oliveira, Regivan e um quarto suspeito conhecido como ‘‘Neguinho’’. Com exceção de Regivan, os demais continuam foragidos. Segundo a polícia, o irmão delator não participou da execução.
Repositor de mercadorias e desempregado há dois meses, Regivan disse que foi convidado pelos amigos a participar do homicídio em troca de R$ 2 mil, que seriam divididos entre os membros da quadrilha. ‘‘Um outro argentino contratou a gente para cometer o assassinato’’, disse. Ele não soube dizer quem efetuou o disparo. Apenas disse que após o crime, fugiram a pé.
Mas, segundo a Polícia Civil, a quadrilha planejava roubar o turista, que reagiu. A ação caracteriza latrocínio (roubo seguido de morte), que tem pena de 30 anos de reclusão, superior ao homicídio simples, que varia de 6 a 30 anos. O suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública, onde aguardará a conclusão do inquérito.
Regivan foi apresentado à imprensa na 6ª Subdivisão Policial (6ª SDP). A apresentação foi acompanhada pelo cônsul da Argentina em Foz, Cesar Matas, e pelo secretário de Turismo de Foz, Neuso Rafagnin, que disse estar preocupado com a repercussão da morte do argentino no setor turístico da cidade.
Também estavam presentes o delegado-geral do Centro de Operações Especializadas (Cope), da Polícia Civil, Luiz Cartaxo Moura, que foi deslocado de Curitiba para Foz justamente para auxiliar nas investigações, junto com outros 10 policiais do Cope. Eles ficarão na cidade para tentar diminuir o índice de assassinatos (42 somente neste ano).

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