Polícia prende acusado de matar menino com tiro
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terça-feira, 23 de junho de 1998
James Alberti 
A polícia de Campina Grande do Sul prendeu o menor C.A.K., 15 anos, acusado de participar do assassinato do menino Diego Viega Rosa, 12 anos, ocorrido no domingo. Diego atendia no balcão da panificadora da família, no bairro Jardim Paulista, quando recebeu um tiro no nariz, disparado por um dos três homens que haviam entrado para comprar cinco pães. A delegada Mônica Meister, responsável pelo caso, disse que o menor preso já tem antecedentes criminais. Ela acredita que o crime foi uma execução, porque Diego seria capaz de reconhecer os autores de um assalto anterior ao estabelecimento.
C.A.K., que nega ter participado do homicídio, teria dito à delegada o nome do homem que estaria com o revólver usado no crime. Considerado de alta periculosidade por Mônica, o menor seria transferido ainda ontem para o Educandário São Francisco, em Piraquara.
No Jardim Paulista, os vizinhos da família do menino acreditam que o crime tenha ocorrido por causa do susto que Diogo tomou ao ser anunciado o assalto. Ele gritou mãe e levou o tiro, conta um morador, que não quer se identificar. No bairro, todos vivem com medo. Segundo ele, impera a lei do silêncio. Todo mundo sabe quem foi, mas ninguém fala porque têm medo das represálias dos marginais, afirmou.
O pai de Diego, o comerciante Carlos Mocelin, 39 anos, que tinha vendido o caminhão para comprar a panificadora, resolveu vender o estabelecimento. Nós não conseguimos mais voltar lá, contou. Ele diz que o crime destruiu a vida da família. A mãe de Diego é quem mais se abala com a morte. O enterro do menino ocorreu anteontem e foi marcadoo pela revolta das cerca de 200 pessoas presentes.


