Um homem acusado de estrupar três mulheres e assaltar seis residências foi preso ontem de madrugada, por volta de 0h30, ao tentar invadir a residência do policial militar reformado Antônio Luiz, que mora no bairro Alto Maracanã, em Colombo. Armado de um revólver calibre 38, o ex-presidiário Josildo Portela, 32 anos, chegou à casa pedindo comida, mesmo procedimento que teria usado em outros assaltos.
Segundo o delegado Erineu Sebastião Portes, do Distrito Metropolitano de Alto Maracanã, o militar reformado desconfiou da atitude de Portela e ficou preparado. Após perceber o assalto, Luiz teria brigado com o presidiário, tomado-lhe o revólver e chamado a Polícia Militar, que fez a prisão. Conforme Portes, o acusado costumava entrar nas residências com normalidade. Depois, revirava tudo, obrigava os moradores a lhe servir comida e cometia os estupros.
O detento é acusado de estuprar uma dona de casa, em Campina Grande do Sul, Região Metropoliatana, em plena Sexta-feira Santa; a funcionária de uma creche, no bairro Uberaba, e uma comerciante, do bairro Atuba, ambas de Curitiba. Todas as vítimas, segundo o delegado, estiveram na delegacia e reconheceram o acusado.
Portela já havia cumprido parte de uma pena de 19 anos - por latrocínio -, mas fugiu da Colônia Penal Agrícola. O detento tinha mandado de prisão decretado pelo assalto a um supermercado, seguido do estrupo da proprietária C., 27 anos. A comerciante e o marido, N., 41 anos, ficaram mais de duas horas em poder dos assaltantes no dia 27 do mês passado.
Portela e um comparsa, Clenildo de Lázaro Batista, 18 anos, obrigaram o casal a cozinhar para ambos. Também teriam revirado a residência em busca de dinheiro e jóias. Depois, enquanto Batista mantinha N. com um revólver apontado na cabeça, Portela teria estuprado a comerciante. Batista foi preso no dia seguinte e, ao depor no 5º Distrito Policial, teria denunciado o companheiro.
À época, N. disse que os dois assaltantes pareciam drogados. ‘‘Foram calmos, muito frios o tempo todo’’, afirmou o comerciante. A afirmação sobre as drogas foi confirmada ontem pelo delegado de Alto Maracanã. Segundo Portes, Portela cometia os crimes sob efeito de drogas e álcool. O delegado disse que pretendia transferir hoje o acusado para a Penitenciária Central do Estado. Ontem, ele ficaria preso em Alto Maracanã.

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