Maringá

Ossamu KandaApreensão recordeAs caixas de fitas e CDs piratas estão no depósito da PF em Maringá e serão periciadas pela JustiçaA Polícia Federal suspendeu ontem a operação de buscas nos pontos suspeitos de falsificação de fitas e CDs em Maringá. A partir de agora, a PF dará continuidade às investigações nas atividades das pessoas presas em flagrante. Durante a operação, a PF prendeu 20 pessoas entre funcionários e donos dos laboratórios onde eram produzidas as fitas piratas. Os proprietários dos laboratórios que estão presos são: Valter Casagrande, Armando da Costa Melo, João dos Santos e Laudelino Luiz Fávaro.
De acordo com o delegado da PF que comandou a operação, Antonio Borges, um dos principais falsificadores de Maringá é Valter Casagrande. Ele foi denunciado como fornecedor de fitas piratas por duas pessoas presas em Lajes (SC), onde a PF também deflagrou a operação com o mesmo objetivo. No laboratório de propriedade de Casagrande, a PF encontrou fitas e CDs piratas, máquinas de gravação das fitas e hologramas falsificados. Ele deverá responder processo por crime de violação dos direitos autorais, contrabando e uso de documentos falsos.
O laboratório dele funcionava na Vila Morangueira. Segundo Borges, o próprio Casagrande teria confirmado em depoimento prestado ontem, que o negócio de fitas piratas é bastante rentável e que só nos últimos três meses teve um lucro de R$ 100 mil. Casagrande também confirmou que tem negócios com uma empresa de importação de São Paulo.
Os acusados só deverão ser libertados quando o juiz federal, Fernando Quadros arbitrar fiança. Conforme Borges, os funcionários presos em flagrante durante a operação também vão responder processo por violação de direitos autorais e contrabando.
A PF não tinha até ontem à tarde, a quantidade exata das fitas piratas apreendidas, mas a estimativa era de 150 mil. Em CDs foram apreendidos 120 mil unidades, além de 10 mil toneladas de papéis utilizados na fabricação da embalagens de fitas, 20 máquinas para gravação de fitas de alta velocidade e 100 mil hologramas. O valor estimado das mercadorias é de R$ 5 milhões.Todo material está no depósito da PF para ser periciado e ficará à disposição da Justiça.

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