Polícia prende 20 em barreiras para apreender armas
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terça-feira, 11 de novembro de 1997
Lorena Aubrift Klenk 
Curitiba
Albari RosaLinha duraOliveira, secretário de Segurança: Blitze deste primeiro dia servem para mostrar que polícia vai executar a leiPelo menos 20 pessoas foram presas no Paraná ontem, por porte ilegal ou falta de registro de armas, segundo a Secretaria da Segurança. Foi o primeiro dia de repressão a esse tipo de crime, depois do fim do prazo para registro de armas sem necessidade de explicar a origem. Em todo o Paraná, 23.901 armas foram cadastradas entre os dias 3 e 8 deste mês. Outras 663 foram doadas.
O registro de armas continua sendo feito, mas agora o proprietário é obrigado a comprovar a origem da arma, através de nota fiscal, recibo ou cópia de inventário familiar. Caso seja constatado algum delito relacionado à arma, o dono terá que responder criminalmente por ele.
Ontem foram realizadas blitze em todo o Paraná para pegar eventuais portadores de armas em situação irregular. Em Curitiba e Região Metropolitana, cerca de 150 homens das polícias civil, militar, federal e rodoviária foram distribuídos por oito locais, em operações que duraram das 16 horas às 2 da madrugada de hoje. A previsão era parar, no total, cerca de 2 mil carros.
Como a falta de registro e o porte ilegal de armas agora constituem crime (e não mais contravenção penal), as pessoas detidas só são liberadas mediante pagamento de fiança e responderão a inquérito policial. Sendo primárias, a pena varia de um a dois anos de detenção. Com antecedentes, sobe para dois a quatro anos, sem fiança.
As blitze deste primeiro dia servem para mostrar que a polícia do Paraná vai executar a lei, disse o secretário estadual de Segurança, Cândido Martins de Oliveira, que acompanhou o início de uma das operações. Ele considerou positivo o resultado do cadastramento, embora estime que o total de armas irregulares ainda seja equivalente ao das registradas (estimadas em 70 mil).
O balanço divulgado pela polícia mostra que o maior movimento para o cadastramento de armas ocorreu em Curitiba (6.343 armas cadastradas e 461 doadas). Depois vêm as subdivisões policiais de Cascavel (3.184 cadastradas e 27 doadas), Guarapuava (1.723 cadastradas e 13 doadas), Foz do Iguaçu (1.448 cadastradas e 7 doadas) e Pato Branco (1.374 cadastradas e nenhuma doada). As armas doadas em boas condições poderão ser aproveitadas pela polícia. As demais serão destruídas pelo Exército.
Maringá - O caminhoneiro Luiz Carlos Veneratte, 25 anos, de Cianorte, foi preso ontem na blitz de desarmamento realizada no posto de Marialva (a 17 quilômetros de Maringá). Veneratte portava um revólver calibre 38 com capacidade para cinco balas, sem nenhuma documentação. Ele alegou que não teve tempo para legalizar a arma.
O Fiat Palio dirigido por Veneratte foi um dos 100 veículos abordados na blitz de ontem. A Polícia Civil de Maringá regularizou cerca de 1.500 armas. Outras 200 foram doadas por proprietários que preferiram se livrar delas. (Colaborou Marcos Zanatta)


