Polícia pode ter achado arma do crime
A Polícia Civil enviou ontem ao Instituto de Criminalística (IC) revólver calibre 38 para exame de balística. O objetivo é verificar se a arma é a mesma usada para matar o empresário Júlio César Marino, 54 anos. O crime ocorreu no dia 18 de dezembro do ano passado, na entrada da casa do empresário, na rua Farrapos, centro de Londrina.
O delegado responsável pelo caso, Jorge Barbosa, explica que o revólver estava com José Roberto Ferreira da Silva, 30 anos, detido anteontem de manhã em Rolândia (25 quilômetros a oeste de Londrina). O delegado diz que José Roberto não foi reconhecido por testemunhas como o autor do homicídio, mas a arma foi apreendida e enviada ao Instituto de Criminalística. O exame, segundo ele, deve ficar pronto na terça-feira.
Ainda de acordo com o delegado, José Roberto alegou ter comprado a arma de um colega alguns dias atrás. Ferreira - preso e autuado por porte ilegal de arma - já tem diversas passagens pela polícia por roubo.
O empresário foi morto com quatro tiros, quando chegava em casa. Segundo o caseiro de J. Marino, Nelson Silva, o assassino invadiu a casa logo depois que o empresário entrou com sua caminhonete na garagem. Durante a ocorrência, o caseiro foi ferido na perna direita.
A princípio, a polícia suspeitava do ex-segurança da vítima, Cícero Gabai de Freitas, devido a uma ação trabalhista que moveu contra J. Marino. Mas, em depoimento presto em Campo Grande-MS, onde mora, o ex-segurança afirmou ter ficado satisfeito com a indenização. De acordo com retrato falado elaborado pelo IC, o assassino seria moreno claro, teria entre 30 e 35 anos, 1,60 m de altura.





