APUCARANA - O delegado Antônio do Carmo, que investiga uma série de atentados contra a família Tamiya, de Apucarana, poderá requerer nos próximos dias a exumação do corpo do banqueiro do jogo do bicho Mário Mitsuo Tamiya. Carmo, que atua em Rolândia, foi designado pela secretaria de Segurança Pública para presidir o inquérito.
O corpo de Tamiya foi encontrado no quintal de sua casa, na manhã de 12 de dezembro do ano passado, com várias partes dilaceradas. Na época, familiares e a própria polícia concluíram que Tamiya havia sido atacado e morto por três cães da raça mastim napolitano. Nos últimos meses, após vários acontecimentos suspeitos, a própria família passou a admitir a possibilidade de que Tamiya tenha sido morto e depois atirado no quintal, no canil dos mastins.
Carmo começou a ouvir depoimentos de funcionários e membros da família Tamiya. Ele reiterou que, no decorrer das investigações, pode requerer à Justiça a exumação do cadáver de Mário, solicitando novos exames ao Instituto Médico-Legal de Curitiba.
A família já sofreu dois atentatos à bala e dois incêndios criminosos, além do furto de uma caminhonete F-1000. No atentado mais recente, há sete dias, a chácara onde mora a viúva de Tamiya foi invadida por homens encapuzados. Eles dispararam tiros na casa e nos carros da família.
O filho do bicheiro, Kazuo Tamiya, já tinha registrado, em março, queixa do incêndio de seis motocicletas que estavam estacionadas na garagem da casa dele. Um trailer também foi incendiado com coquetel molotov (garrafa com gasolina). A casa de Kazuo Tamiya também foi alvo de tiros, em 20 de abril.

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