Polícia pesquisa pontos de criminalidade
Israel Reinstein
De Curitiba
Levantamento está sendo feito em parceria com a Prefeitura de Curitiba para dar maior agilidade no atendimento a ocorrências
A Polícia Civil e a Prefeitura de Curitiba estão levantando os pontos de criminalidade da cidade. Pesquisando boletins de ocorrência, os técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) estão verificando quais são os pontos críticos de cada bairro.
Todo esse material, vai formar um banco de dados, que indicará onde acontece o maior número de homicídios, furtos e roubos de pessoas e veículos. A Prefeitura de Curitiba precisa participar do combate à violência, mesmo não sendo sua função constitucional, afirma o coordenador de projetos, João Govani Júnior.
Govani explica que a intenção é montar um sistema semelhante ao existente na Polícia Militar o Sistema de Controle Operacional (Siscop). Esse programa, em funcionamento desde o ano passado, permite o acompanhamento de cada uma das ocorrências em tempo real. Com isso, a PM pode relocar o pessoal para as regiões onde acontece o maior número de roubos, assaltos, homicídios, assassinatos, entre outros crimes.
Apesar de indicar todas essas informações, o Siscop não contém dados da Polícia Civil. Com isso, o trabalho preventivo não alcança maior eficiência, já que os números que a Polícia Militar dispõe são apenas os coletados pelo telefone 190, diz o capitão Roberson Luiz Bondaruk, coordenador da Seção de Planejamento do Policiamento da Capital. Uma dessas distorções é o número de homicídios da cidade. Com uma média de 15 casos mensais, o sistema da PM tem três vezes menos registros do que a Polícia Civil, que o Ministério da Justiça, que colocam a cidade como a quarta do País com registro desse crime.
João Govani explica que o sistema vai permitir saber quais são as características dos delitos, em que regiões da cidade e horários acontecem, além das condições ambientais. Também será possível saber quem foi o responsável pelo crime. Mas a grande vantagem é que os sistemas poderão se interligar, permitindo que as duas instituições troquem informações dos delitos registrados, acrescenta o comandante do Policiamento da Capital, coronel Justino Sampaio.
Por enquanto, o trabalho está na fase de levantamento de dados. Funcionários do Ippuc estão registrando essas informações, anotadas nos boletins de ocorrências das delegacias de Homicídios, Furtos e Roubos e Furtos e Roubos de Veículos, informa Govani. A previsão é que até o fim de novembro todos os boletins de ocorrência, no período de 1996 até este ano, tenham sido catalogados.





