Polícia Penal organiza casamento coletivo na Cadeia de Cornélio
Iniciativa faz parte da política adotada pela PPR para fortalecer reintegração de custodiados; cerimônia reuniu 24 casais
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de julho de 2025
Iniciativa faz parte da política adotada pela PPR para fortalecer reintegração de custodiados; cerimônia reuniu 24 casais
Da Redação 

A Polícia Penal do Paraná (PPPR) tem intensificado iniciativas voltadas à promoção da dignidade, cidadania e reinserção social de pessoas privadas de liberdade. Em Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), um casamento coletivo oficializou a união de 24 custodiados.
A cerimônia foi realizada na segunda-feira (14) e reuniu custodiados e suas respectivas noivas na Cadeia Pública. A iniciativa foi da Vara Criminal da cidade em parceria com a PPPR e com o apoio da Defensoria Pública do Paraná, Conselho da Comunidade e Prefeitura Municipal.
O policial penal e coordenador em exercício da Regional Administrativa da PPPR em Londrina, Cristiano Ivano, destacou que, mais do que uma cerimônia simbólica, este projeto representa o reconhecimento de que, mesmo privados temporariamente de sua liberdade, os homens custodiados seguem sendo sujeitos de direitos.
“Sabemos que o fortalecimento dos vínculos afetivos é um dos pilares para reduzir a reincidência criminal e dar sentido ao processo de reintegração social. Este é o nosso compromisso enquanto gestão regional da Polícia Penal: apoiar iniciativas que promovam a dignidade, a inclusão e o respeito à cidadania das pessoas privadas de liberdade”, disse Ivano.
A juíza da comarca de Cornélio Procópio, Danielle Marie de Farias Serigati Varasquim, também enfatizou o impacto social e emocional desse tipo de evento para os custodiados. “O casamento para pessoas privadas de liberdade pode ser visto como um meio de restaurar a dignidade humana. Por isso, permitir que esses indivíduos celebrem uma união matrimonial é reconhecer que, apesar das circunstâncias, eles ainda têm direito a experiências que são fundamentais para a condição humana”, explicou.
Leitura em Laranjeiras do Sul
Desde fevereiro de 2024, custodiados da Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul (Centro-Sul) participam de um projeto de remição de pena por meio da leitura, intitulado “Leitura e Produção Textual: Nova Vida com Remição”.
A iniciativa, fruto de um projeto de extensão desenvolvido pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Laranjeiras do Sul, e fundamentada na Lei de Execução Penal (LEP nº 7.210/1984) e nas diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), garante até quatro dias de remição de pena por livro lido e resenhado, desde que a avaliação obtenha a nota mínima (seis) e respeite os critérios estabelecidos.
As duas iniciativas fazem parte de uma política adotada pela Polícia Penal, que aposta na educação, no fortalecimento dos vínculos familiares e no reconhecimento da cidadania como caminhos para reduzir a reincidência criminal e preparar os custodiados para o retorno à vida em liberdade.
(Com informações da Agência Estadual de Notícias)


