Polícia pede nova perícia para investigar morte de doméstica
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sexta-feira, 21 de maio de 1999
Vivian de Albuquerque 
Depois de um atraso de quase quatro horas, foi liberado ontem, pelo Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, o corpo da empregada doméstica Gilmara Rodrigues de Oliveira, de 22 anos, que ficou desaparecida durante 50 dias. Programado para ser entregue à família às 9 horas, o corpo teve que passar por uma nova perícia solicitada pelo delegado responsável pelo caso, antes de ser encaminhado ao cemitério de Rio Branco do Sul.
Hormínio de Paula Lima Neto, titular da Delegacia de Rio Branco do Sul, não divulgou o motivo que o levou a pedir uma nova perícia. Ontem durante toda a tarde, segundo funcionários, foi feita a acariação da família de Gilmara e do casal Elenice e Ângelo Cavalli, que eram patrões da moça e são acusados do assassinato.
Marcado para as 15 horas, o enterro foi seguido por um grande número de pessoas. Gilmara trabalhava há mais de seis anos como doméstica na casa dos Cavalli. Grávida, ela teria sido morta pela patroa que desconfiava de um envolvimento entre ela e o marido.
Anhangava - Na próxima semana, a polícia deverá ouvir os bombeiros que encontraram o corpo do retificador de motores Marcelo de Paula, 24 anos, encontrado morto no Morro Anhangava, em Quatro Barras, Região Metropolitano de Curitiba, no último dia 18. A idéia é verificar em que condições ele estava. Na declaração de óbito do Ministério da Saúde, constam os exames que comprovam apenas asfixia mecânica e afogamento. Mas só um laudo mais preciso do IML, vai poder identificar se a morte foi provocada ou acidental.
O que chama a atenção, declara o delegado Douglas Vieira, responsável pelo caso, é que o desaparecimento foi registrado no dia 13 e o legista do IML constatou a morte no dia 15, diz o dlegado. Se isso for realmente comprovado, Vieira terá que investigar novamente os três companheiros que estavam com o rapaz no dia em que ele desapareceu.


