A empregada doméstica Lourdes Ferreira Rocha dos Santos, de 41 anos, fará hoje no Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina um exame de sanidade mental para tentar comprovar supostos problemas psiquiátricos. Na semana passada, ela procurou a polícia na condição de vítima de um sequestro, mobilizando grande aparato policial de Londrina e Arapongas.
A realização do exame foi solicitada pelo delegado-operacional Márcio Vinicius Amaro Ferreira, que se impressionou com uma série de contradições apresentadas nos dois depoimentos concedidos pela doméstica. No mais recente, na noite de domingo, Lourdes afirmou que sua primeira versão do crime – de ter sido raptada no portão da casa do patrão – não era verdadeira.
A doméstica pode ser processada por falsa comunicação de crime se o exame de sanidade der negativo. Em caso de comprovação da insanidade, o inquérito é concluído. A Folha apurou que a empregada poderia ter forjado o rapto para esconder outra história fantasiosa, a de que estava grávida. No depoimento do domingo, ela disse ao delegado que perdeu a criança em decorrência da grande carga de tensão dos últimos dias. Ontem, a empregada passou por exames no IML para checar se ela esteve grávida nos últimos meses.

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