Até a tarde de ontem, o piloto de avião Roberto Wagner Fernandes, marido da professora Danyelle Bouças Fernandes e principal suspeito do crime que a vitimou, ainda não tinha se apresentado à polícia.
Segundo o delegado Antônio do Carmo, que preside o inquérito, ele não está sendo procurado porque não houve flagrante.
O delegado explicou que se o piloto não se apresentar à polícia até o final do inquérito - prazo de 30 dias, que pode ser renovado - será indiciado de forma indireta.
Antônio do Carmo pretende ouvir hoje familiares de Danyelle e Roberto Fernandes e a médica Raquel Rocha, vizinha do casal e uma das primeiras pessoas a chegar ao apartamento do casal pouco depois do homicídio.
O delegado ainda pretende chamar, para novo depoimento, o porteiro do edifício Regina Isabel, Laércio de Oliveiro. Ele estava trabalhando na madrugada de segunda-feira e contou ao delegado de plantão, Eurico Max Humming, que viu Roberto Fernandes deixar o prédio com a filha, momentos depois do assassinato.
(Adriana De Cunto)

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