Polícia ouve vítimas do golpe do consórcio
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quinta-feira, 21 de setembro de 2000
Lino Ramos De Londrina 
O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, João Eduardo Carulla, ouviu ontem duas vítimas de consórcios frios que teriam sido abertos por Ivan Bergue Pedrosa Lima, preso em flagrante terça-feira. O motorista Sebastião Luciano dos Santos, 36 anos, de Astorga, disse à Folha que adquiriu uma carta de crédito de um consórcio, no valor de R$ 60 mil, deu uma entrada de R$ 2.160,00 e pagaria 180 parcelas de R$ 392,00. Eles prometeram liberar R$ 36 mil em 15 dias, como o dinheiro não saiu, eu fui atrás deles, contou.
O comerciante Valdir Ribeiro dos Santos, 31 anos, pagou R$ 2 mil de entrada por uma carta de crédito de R$ 49.630,00, além de duas parcelas de R$ 500,00 e R$ 445,00.
De acordo com o delegado João Carulla, o inquérito que investiga os golpes foi aberto em 96 e a polícia pretende entrar em contato com todas as pessoas que aparecem nos documentos apreendidos na empresa, como cheques sustados pelos correntistas que perceberam o golpe. Em alguns casos, segundo o delegado, as vítimas interessadas em fazer empréstimo davam um cheque como caução, que só seria descontado quando a carta de crédito fosse liberada, o que deveria acontecer dentro de 15 a 20 dias.
Porém, a carta de crédito não era liberada e a pessoa era convencida a pagar a caução e também a 1ª prestação. A empresa, que tem o nome trocado constantemente, trabalha com representação de vários consórcios e funciona na Rua Mato Grosso, 1.960 (região central). Entre os documentos apreendidos pela polícia, há até contratos feitos em nome do Consórcio Confiança, que deixou de existir há aproximadamente cinco anos. Carulla acredita que centenas de pessoas tenham sido lesadas na cidade.


