Érika Pelegrino
De Londrina
O delegado do 4º Distrito Policial, Joaquim de Melo, ouviu ontem mais uma pessoa que estaria envolvida no golpe do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Londrina. Trata-se da manicure Sueli Garcia Pereira. Segundo o delegado, alguns servidores diziam aos contribuintes para pagar o imposto à vista e, para isto, ofereciam descontos indevidos de até 50%.
Ao receber o dinheiro os envolvidos no caso zeravam a dívida da pessoa no cadastro municipal, mas não repassavam a verba para os cofres municipais. Melo afirmou que Sueli Pereira não acrescentou informações ao inquérito policial que investiga o caso. Ela apenas confirmou o que já havia declarado em seu depoimento na sindicância aberta em março do ano passado pela Secretaria Municipal de Fazenda.
Sueli Pereira ‘‘conseguia’’ contribuintes para efetuar o pagamento com desconto e entregava o dinheiro para uma mulher chamada ‘‘Ana Lúcia’’ que lhe entregava as certidões negativas do débito. O contato de Sueli Pereira com esta mulher, segundo o delegado, era feito através de um telefone público próximo ao Residencial das Américas.
Este local era onde morava outro funcionário da Secretaria Municipal da Fazenda, Édison de Arruda Américo, suspeito de envolvimento no caso e que foi morto no ano passado. O delegado ouviu na semana passada outro suspeito de envolvimento no caso, o funcionário André Leonardo de Souza, que na época trabalhava no setor de arrecadação da Secretaria da Fazenda. Um processo administrativo está em andamento para decidir sobre a demissão deste funcionário.
O delegado Joaquim de Melo afirmou que ainda não tem novidades no caso. Nos próximos dias ele deverá pedir a quebra de sigilo bancário de Sueli Pereira e de André Leonardo de Souza.
O secretário de Governo, Sidney de Oliveira, afirmou que o golpe levantou R$ 250 mil, mas que a prefeitura não foi lesada. O prejuízo foi do ‘‘esperto’’, segundo ele, que pagou apenas metade do valor devido e que agora terá que pagar o valor integral.

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