Polícia ouve e libera acusados de assassinato
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de abril de 1998
Osmani Costa 
O travesti Rui Santos Delgado - 23 anos, conhecido por Paloma - e o catador de papel Gilmar Vieira, 23 anos, foram presos na madrugada de ontem, prestaram depoimento ao delegado do 1º Distrito da Polícia Civil de Londrina, Edmo José Ermenegildo, e foram liberados em seguida.
Paloma e Gilmar Vieira são os principais suspeitos pela morte do catador de papel Genivaldo Pereira de Souza, 35 anos, ocorrida na manhã de anteontem em um mocó (abrigo) localizado na esquina da avenida Santos Dumont com rua Goiás (área central).
Genivaldo de Souza foi morto com pedradas na cabeça. No depoimento, Paloma admitiu ter apedrejado a vítima depois de uma discussão e do início da briga. Além de confessar o crime, o travesti acusou Gilmar Vieira de tê-lo ajudado a golpear o catador de papel até a morte. Vieira negou participação no assassinato.
Paloma e Gilmar Vieira viviam juntos em um dos cômodos do mocó, um prédio de dois andares, construção abandonada há vários anos. No local, moram outras seis pessoas. Entre elas, outro catador de papel, João dos Santos, que diz ter testemunhado o crime e a fuga do travesti Rui Santos Delgado e do catador Gilmar Vieira.
Eles foram liberados pelo delegado do 1º Distrito, após a tomada dos depoimentos e de acareação entre os dois acusados - que mantiveram versões diferentes sobre o crime -, porque não haviam sido presos em flagrante e não têm antecedentes criminais.
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as circunstâncias do assassinato de Genivaldo Pereira de Souza. Os acusados vão responder processo em liberdade.


