Polícia ouve diretor de hospital
Polícia ouve diretor de hospital
Marta Medeiros
Especial para a Folha
De Maringá
A Polícia Civil de Sarandi (7 km a leste de Maringá) ouviu ontem cinco sócios-proprietários do Hospital Metropolitano acusados de cobrança indevida em atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Os diretores alegam que a cobrança foi realizada por uma empresa de São Paulo, contratada em 1997 para administrar o hospital. O inquérito foi aberto mês passado a pedido do Ministério Público, que recebeu documentos e denúncias de pacientes.
No depoimento, o diretor-administrativo do hospital, Carlos Alberto Ferri, disse que a empresa contratada, Sociedade São Camilo de Administração Hospitalar, criou um sistema de atendimento que incluía pedidos de colaboração a pacientes. O objetivo seria a manutenção das atividades do hospital, que segundo o diretor, atendia em torno de 83% dos pacientes pelo SUS.
O diretor argumentou ainda que, em determinado período, a administradora cobrou taxa de R$ 10,00 por consulta na tentativa de diminuir o fluxo de pacientes que procuravam o hospital desnecessariamente.
Os sócios do hospital foram indiciados por crime de concussão previsto no artigo 316 do Código Penal. O crime é considerado de natureza grave e direcionado a funcionários públicos. O Ministério Público optou pelo artigo 316 alegando que no atendimento pelo SUS os profissionais do hospital estão agindo como funcionários públicos.





