Polícia nega falhas no inquerito
Polícia nega falhas no inquerito
O delegado titular da Homicídios, Fauze Salmen, que estava acompanhando o inquérito sobre o assassinato do empresário Miguel Siqueira Donha, disse ontem que não houve qualquer erro de interpretação de depoimentos e do caso pela Polícia. De acordo com ele, crime político se enquadra no termo usado durante o inquérito de que houve um sequestro seguido de morte.
O delegado contou que já havia intimado para hoje (terça-feira) o irmão do prefeito de Almirante Tamandaré, Azemir de Barros, para depor. Ele foi citado durante o depoimento do Tico (Antonio Vidal). No entanto, não temos qualquer prova ou mesmo indício da participação dele no crime, afirmou. De acordo com ele, a intimação foi expedida no último dia 8.
Salmen lembrou que o mandado de prisão contra Edson Farias (ou Edson Vaz) foi pedido pela própria delegacia de Homicídios. Na semana passada, Salmen afirmou que chegou a ir pessoalmente até a casa da mãe de Edson Farias, garantindo proteção caso ele se apresentasse voluntariamente. Ele negou que houve represálias pela Polícia Civil.
O delegado disse que está tranquilo quanto ao pedido de exoneração feito pelo advogado Amadeu Geara. Salmen disse que a Delegacia de Homicídios foi indicada para acompanhar o caso através de uma solicitação do Departamento de Polícia Civil do Paraná. Ele garantiu que já pediu a quebra dos sigilos bancário e telefônico de Vidal para o esclarecimento do caso.
Ontem, o secretário de Estado de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, afirmou que não tinha conhecimento da prisão e das declarações dadas por Farias para a imprensa. Em entrevista à Folha, ele disse que sempre confiou nas informações que eram prestadas pelo delegado Fauze Salmen. De qualquer forma, Oliveira disse que não agirá de forma precipitada.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Almirante Tamandaré informou ontem que o departamento jurídico está pronto para ser acionado caso as denúncias envolvam o prefeito Antônio Cezar Manfron de Barros (PTB). Os assessores alegaram que não conheciam o acusado pelo assassinato e que desconhecem a suposta ligação entre ele e o irmão do prefeito, Azemir de Barros. A assessoria diz que o prefeito está chocado com a intenção de vincularem o assassinato de Donha com brigas e desentendimentos políticos. (L.P.)





