Polícia nega a falta de policiamento
O delegado do Grupo Especial de Combate ao Narcotráfico (Gecon), João Aquino de Almeida, nega que falte policiamento na Praça Floriano Peixoto. ''Estamos sempre fazendo investigações e prendendo gente no centro. Recentemente, pegamos traficantes nas ruas Mossoró e Pernambuco, e na praça Rocha Pombo'', diz o delegado. ''Fazemos batidas constantes e este ano prendemos pelo menos três pessoas na Praça Floriano''.
Almeida também discorda de quem aponta que a praça é um ponto de tráfico. ''Algumas pessoas usam os banheiros para fumar crack, porque à noite o local é deserto, mas os traficantes não têm um ponto constante, ficam circulando. Isso demanda investigação. Não acho que a praça seja um ponto (de tráfico)'', justifica ele.
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, alega que a PM realiza operações ''diariamente'' na região central. ''Agora, a cidade é muito grande. Tentamos cobrir todos os bairros. Precisamos de denúncias dos moradores. Se eles verificarem alguma coisa, podem nos informar pelo telefone 161'', afirma.
Curiosamente, um trabalhador da região disse que várias vezes telefonou para a PM quando viu jovens traficando na praça. ''Me disseram para avisar o Conselho Tutelar'', diz o trabalhador. Cruz Neto afirma que o procedimento da PM não é esse. ''A instrução é para que uma equipe compareça imediatamente quando há denúncia'', defende o comandante.
O delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, Sandro Roberto Viana dos Santos, informa que a PF participa de operações na cidade com as outras polícias. ''O consumo de drogas tende a se concentrar em praças justamente porque não existem locais específicos de tráfico, então, áreas centrais e públicas são visadas. Os compradores são geralmente pessoas de baixo poder aquisitivo, pois o crack é barato. Ao mesmo tempo, é uma droga que vicia mais rápido e mais agressiva que a cocaína e a maconha'', comenta.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, estima que a reforma na Floriano Peixoto acabará até o final do mês. ''A praça vai ficar mais iluminada e aberta, o que vai inibir a presença de traficantes. Infelizmente, existe um hábito, trata-se de um ponto de tráfico. Mas essa é uma questão de segurança'', diz ele.





