A polícia ainda não tem qualquer pista para desvendar o rapto da menina Jéssica, que desapareceu com apenas 14 dias, em Curitiba, no dia 22 de outubro. O delegado do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), Harry Herbert, disse que o caso ‘‘não está muito fácil’’ e comparou que o trabalho de localização de um recém-nascido ‘‘é como procurar uma agulha num palheiro’’, pois suas características físicas podem se alterar semanalmente, além de a criança não ter sido registrada ainda.
Herbert já ouviu seis pessoas no caso, mas até o momento não conseguiu extrair nenhuma informação que pudesse dar um novo direcionamento às investigações. ‘‘A principal pista que temos são os retratos falados’’, disse o delegado. Os retratos foram feitos à partir das descrições fornecidas pelos pais de Jéssica, os catadores de papel Rosângela de Fátima Bernardes e Auriclóves de Oliveira, e de uma mulher que teria revelado uma tentativa de rapto de uma criança de 5 anos da Rodoferroviária, no mesmo dia.
As características dos dois retratos falados são semelhantes. O que intriga Harry Herbert é que os pais de Jéssica e a mãe da criança de 5 anos são vizinhos e moraram juntos num depósito de papelão na Vila das Torres. Jéssica foi levada por uma mulher na Rua XV, no centro de Curitiba. Esta mulher teria oferecido roupas para a criança, que permanecia num carrinho usado para transportar papelão que os pais catavam pela cidade.
Herbert lamentou que o caso só foi registrado 24 horas depois do desaparecimento ter ocorrido. ‘‘As primeiras horas são importantes, pois temos um esquema de ação. Um dia depois fica difícil’’, diz.

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