Cascavel - A Polícia Civil de Cascavel não sabe o que fazer com centenas de pacotes de agrotóxicos contrabandeados que foram apreendidos há mais de 30 dias na região. O delegado do 2º Distrito Policial (DP), Donizete Botelho, já entrou em contato com órgãos ligados à agricultura e ao meio ambiente, mas ninguém assumiu a responsabilidade por dar um destino final à mercadoria contrabandeada.
Em três sacolas e um pacote estão armazenados 424 unidades de defensivos agrícolas que estavam em um carregamento proveniente do Paraguai. O delegado diz que cumpriu com sua obrigação de aprender a mercadoria e colocar o acusado à disposição da Justiça, mas agora necessita de uma solução para o problema.
Donizete Botelho frisa que se a mercadoria não for levada do distrito policial, ficará impedido de fazer novas apreensões, já que alguns funcionários apresentaram problemas de saúde em função do odor expelido pelos agrotóxicos. ''Não dá para continuar estocando os defensivos em condições irregulares, e ficar levando funcionário para ambulatório'', reclama.
O delegado diz que não pode simplesmente pedir uma autorização à Justiça para simplesmente incinerar os defensivos, por se tratar de um produto essencialmente tóxico que pode causar danos graves ao meio ambiente. Ele acrescenta que para amenizar a situação no DP, diariamente os policiais estão retirando o produto da sala onde está armazenado e colocando na área externa. ''O cheiro nos dias de calor é insuportável'', disse um policial.
Na Secretaria de Estado da Agricultura a informação repassada é de que a destinação do produto deve ser feita pelo órgão responsável por sua apreensão. Em casos de irregularidades em produtos nacionais, a responsabilidade é do fabricante. Mas, no caso de contrabando não existe um local adequado para onde a mercadoria deve ser levada.

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