Polícia não descarta outros pontos de cultivo
A prisão do agricultor Manoel Alberto Ferreira Lima e a incineração dos pés de maconha não encerraram a história que intrigou a polícia de Santa Mariana.
O delegado Nelson Misuta Aguilar e o tenente Helder Lima Dantas Júnior (que comandou a campanha e a prisão em flagrante) não descartam a possibilidade de que outras áreas de preservação, principalmente próximas à matas ciliares de córregos e riachos, estejam sendo usadas para o plantio da maconha. A localização de outros pontos depende da prisão dos dois companheiros de Lima identificados apenas com os prenomes Zaqueu e Ronivaldo ou de outras denúncias anônimas.
Segundo o delegado, falta pouco para concluir o inquérito. ''O artigo 12 é claro: não importa a destinação da droga, consumo ou venda, o plantio é classificado como tráfico.'' Para entregar o caso à Justiça, Aguilar deve ouvir o arrendatário da terra ou o proprietário (possivelmente um estrangeiro que mora fora do Brasil).
''Queremos saber se o Manoel está falando a verdade. Existe uma suspeita que ele arrendava aquelas terras, mas ele nega'', afirmou. Para chegar ao ponto do cultivo, Lima usava um trator. Ele admitiu que arrendou terras próximas para plantar milho e banana, mas disse que não explora a área.
Ele não tem antecedentes criminais, o que pode lhe valer a liberdade até o julgamento. (L.F.M.)





