Polícia não consegue identificar motorista que atropelou PM em baile funk
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quinta-feira, 19 de novembro de 2020
Rafael Machado - Grupo Folha 
A Delegacia de Homicídios não reuniu indícios o suficiente para descobrir quem é o motorista que atropelou um policial militar durante uma abordagem em um baile funk na zona leste de Londrina. O caso aconteceu na madrugada do dia 2 de fevereiro de 2019 na Rua das Limeiras, no Jardim Santa Fé. Moradores chamaram a PM por causa do som alto e perturbação de sossego da festa.
Quando chegaram, os policiais "foram recebidos com garrafas e pedras, ocasião em que foram utilizadas munições de impacto controlado e granadas de efeito moral", como escreveu o delegado João Reis no inquérito. A multidão se dispersou, mas a condutor de um Palio azul escuro "atropelou de forma proposital" um PM que estava de costas tentando abordar uma moto. Ele fraturou uma costela e foi levado pelo Siate até a Santa Casa.
O motorista fugiu em alta velocidade e apagou as luzes do veículo, o que dificultou sua identificação. Na tarde do mesmo dia do acidente, a Polícia Militar encontrou um carro semelhante estacionado na Rua Raimunda Madalena Reeberg, no Jardim Interlagos. Segundo o boletim de ocorrência que consta no processo, o automóvel "apresentava farol direito sem a lente, pintura trincada, capô amassado".
O responsável pelo Palio disse aos policiais que ficou sabendo da confusão no baile funk pelos moradores do bairro, mas que estava na sua residência no horário do atropelamento. Ouvido na Delegacia de Homicídios, o jovem negou qualquer envolvimento na tentativa de homicídio contra o PM. Sem provas, ele não foi indiciado.
Além do investigado e da vítima, o delegado colheu o depoimento de cinco policiais militares. Porém, "após a conclusão das diligências e oitivas, não restou comprovado a autoria do crime investigado". O relatório foi encaminhado no dia 13 de novembro ao Ministério Público, que poderá arquivar ou não a investigação.


