Polícia não consegue elucidar crime de médico de Maringá
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sexta-feira, 02 de agosto de 2002
Marta Medeiros<br> Equipe da Folha 
Maringá - A Polícia Civil de Maringá ainda não conseguiu elucidar o assassinato do médico cardiologista Francisco de Assis Coimbra Júnior mesmo diante de três prisões e de uma série de investigações e procedimentos como da acareação entre os suspeitos. Algumas questões fundamentais para o processo também não foram respondidas como da autoria do crime, principalmente do tiro fatal, e nem o motivo para o assassinato. O crime ocorreu em julho de 1998 e desde então permanece envolto em mistérios. A hipótese mais reiterada pela polícia recai sobre crime passional, mas também não há indícios sobre o mandante.
Durante toda tarde de ontem o delegado responsável pelo inquérito, Nilson Rodrigues da Silva, comandou uma série de acareações entre as três pessoas presas desde o dia 16 de julho. Entre elas, o empresário de Londrina, Hélcio Celso Marroni, apontado como o dono da pistola que segundo a perícia foi utilizada para matar o médico. Os outros dois presos são os cobradores Claudionor Antonio Barbosa e Euclides Antonio Barbosa.
Sobre Claudionor pesa a acusação de usar um carro Ômega, de cor preta, visto no dia do desaparecimento do médico. Já o primo de Claudionor, Euclides Antonio, é apontado como a pessoa que dirigia o carro na época do crime. As acareações foram realizadas por causa de pontos contraditórios nos depoimentos dos presos. O empresário alega que costumava emprestar o carro para Claudionor, seu ex-funcionário, e que a arma era mantida debaixo do banco do veículo. Claudionor, no entanto, diz que utilizou o Ômega uma única vez.
O advogado do empresário, Walter Bittar, disse ontem protocolou, no Tribunal de Justiça, um pedido de celeridade no julgamento do habeas corpus em favor do cliente. A prisão temporária vence no próximo dia 14. Bittar voltou a acusar a polícia de utilizar seu cliente como ''bode expiatório'' nas investigações sobre a morte do médico. ''Ele (o empresário) foi usado por meio da arma e do carro para este crime e mesmo assim a polícia insiste com a prisão'', defendeu o advogado.


