Maringá - A Polícia Militar, o Ministério Público e a Prefeitura de Maringá decidiram entrar com uma ação conjunta para tentar acabar com os problemas causados pela poluição sonora na cidade. Em algumas regiões, como as áreas em torno da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Catedral, a situação é crítica, provocada principalmente por bares e lanchonetes e veículos com som alto. Objetivo é notificar, aplicar multa, ingressar com processo criminal e até cassar alvará de licença dos estabelecimentos.
Segundo a prefeitura, são mais de 150 reclamações por mês de moradores. O Ministério Público recebe pelo menos três pedidos de providência por dia contra pessoas, igrejas ou empresas. Na Polícia Militar, as denúncias se concentram nos finais de semana contra bares, festas em residências e motoristas com veículos equipados com som de alta potência.
A prefeitura informou que tanto os agentes municipais quanto os policiais militares farão a princípio uma notificação. A partir da primeira reincidência, a pessoa ou o dono de bar ou responsável pela igreja, ficarão sujeitos a uma multa de R$ 532,00. Além disso, a prefeitura pretende cassar a licença do alvará nos casos com maior número de autuações. As sanções estão previstas em uma lei municipal editada em 1997 contra poluição sonora.
Em casos de reincidência, a prefeitura também pretende entrar com ação criminal por perturbação do sossego. Para a Promotoria do Meio Ambiente, a primeira notificação já é passível de processo criminal. A prefeitura, porém, pretende dar uma chance para pessoas ou donos de estabelecimentos.

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