Polícia monta barreira contra fugitivos de SP
Dimitri do Valle
A maior fuga presidária do Brasil está mobilizando policiais civis e rodoviários na Região Metropolitana de Curitiba. Eles estão percorrendo os 89 quilômetros da BR-116 entre Campina Grande do Sul e o município paulista de Barra do Turvo para tentar evitar que os presos que escaparam de uma penitenciária de segurança máxima em São José dos Campos (SP) cheguem ao Paraná.
No domingo, 380 presos dos 480 que cumpriam pena no presídio de São José dos Campos conseguiram escapar depois de dominar um policial. Há denúncias de facilitação da fuga e um intenso comércio de armas e tráfico de drogas dentro da prisão. Os policiais paranaenses também estão munidos de informações de que alguns dos foragidos estão armados e já praticaram assaltos em São Paulo. A equipe de policiais que está patrulhando a BR-116 até a divisa é composta por 15 agentes da Polícia Civil e 15 patrulheiros rodoviários federais.
Para não chamar a atenção de suspeitos, os policiais estão transitando pela rodovia com carros descaracterizados. Tanto os veículos como os ocupantes estão sendo revistados. A operação iniciou por volta das 7 horas da manhã de ontem e vai se estender por prazo indeterminado. Policiais civis e rodoviários paulistas que patrulham as rodovias de São Paulo mantêm contato com o QG da operação montado no posto Taquari, na altura do quilômetro 59 da BR-166, em Campina Grande do Sul.
As pessoas que estão sendo revistadas têm suas identidades checadas junto a um cadastro de foragidos do presídio de São José dos Campos que está em poder dos policiais. Enquanto houver a fiscalização, a intenção é não deixar nenhum suspeito entrar no Paraná, comunicou o chefe do setor de comunicação social da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Valtencir Marins dos Santos. Até o início da noite de ontem, os policiais não haviam detido ninguém. O superintendente da PRF no Paraná, Hélio Cardoso Perenne, acompanhou pessoalmente a movimentação dos policiais.
Apesar das chances serem consideradas pequenas dos fugitivos encontrarem refúgio em território paranaense, o esquema foi montado para impedir que os foragidos acreditem que o Estado possa se tornar uma rota alternativa para driblar o cerco policial que está sendo feito em São Paulo. O patrulhamento acontecerá durante 24 horas com as equipes se revezando a cada 12 horas. A operação também visa coibir o porte ilegal de armas e o tráfico de drogas. Quem estiver por tando armas sem registro ou tóxicos será preso em flagrante.





