Dimitri do Valle
A Polícia Militar do Paraná emitiu ontem uma nota oficial para reafirmar que o alto comando da corporação não tem nenhuma ligação com o empresário Joni Rodrigues, que comercializava veículos com policiais mlitiares mesmo sendo um foragido da Justiça em Marília (SP). O texto diz que ‘‘a Polícia Militar, enquanto instituição, não mantinha e não mantém relação de qualquer tipo com a pessoa de Joni Rodrigues’’.
Assinado pelo comandante interino da PM paranaense, coronel Valdemar Kretschmer, o comunicado menciona que ‘‘repele de modo veemente quaisquer insinuações infundadas de apoio da Polícia Militar, em especial do Alto Comando da Corporação, às atividades ilícitas do referido empresário’’. O coronel diz que a PM só soube da situação de Joni Rodrigues quando os problemas de inadimplência envolvendo policiais começaram a ser relatados pelo empresário que comunicou ao comando estar sendo alvo de ameaças de morte por tentar cobrar as dívidas.
O texto relata que ‘‘com base nessas informações, a Polícia Militar, como é de praxe de sua administração, através do regulamente disciplinar, adota providências disciplinares contra policiais que assumem compromissos pecuniários além de suas posses, tornando-se inadimplentes, a 2ª seção expediu ofícios aos comandantes dos pretensos devedores, solicitando as providências cabíveis ao caso’’. Há denúncias de que agentes da P-2 pressionavam os policiais a pagar o que deviam e quem não conseguia quitar o débito chegou a ter o carro apreendido por supostas ordens de representantes do alto escalão da corporação.
Desde sexta-feira da semana passada, a Folha vem publicando uma série de reportagens sobre o bom relacionamento do estelionatário Joni Rodrigues com oficiais da Polícia Militar.
A Delegacia de Vigilância e Captura de Curitiba tem um mandado de prisão preventiva expedido por Marília contra Rodrigues desde outubro de 1996, onde ele foi condenado em três processos.

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