As polícias Civil e Militar de Londrina continuam mantendo o Conjunto Novo Amparo (zona norte) sob vigilância, depois de registrar dois dias de ações violentas, entre elas um homicídio e incêndios criminosos.
O comando do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) informou ontem que reduziu o número de viaturas nas ruas do bairro eram seis anteontem, incluindo quatro enviadas de Cornélio Procópio e Rolândia mas mantinha um veículo e quatro soldados em revezamento permanente. O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, disse ontem que policiais à paisana continuavam circulando pelo bairro. ''Mantemos investigadores em busca de informações e pistas sobre os crimes'', comentou André, que na manhã de ontem se encontrou com o delegado do 5º Distrito Policial (DP), José Arnaldo Peron Martins, responsável pela área.
Peron disse que os três suspeitos Agnaldo Cavalcanti, Lailor Ribeiro e o filho dele, Luiz Ribeiro de participar do assassinato do carregador Rodrigo César da Silva, 23 anos, continuavam presos no 2º DP. ''Estamos à procura do menor W., outro filho de Lailor. As informações que obtivemos apontam ele como autor do homicídio'', disse o delegado.
Sobre os furtos e incêndios em três casas (uma delas era do Lailor) registrados no Novo Amparo, Peron garantiu que seriam casos isolados e não seriam indícios de que gangues tomaram conta do bairro. ''Tivemos ali um acerto de contas entre famílias. Nas últimas horas não tivemos qualquer ocorrência registrada.''
Silva foi morto com três tiros em plena luz do dia da última terça-feira, depois de ser espancado e arrastado pela Rua Eugênio Zamuner. Ele foi a 100 vítima de homicídio da cidade.
Peron disse ainda que testemunhas do crime e dos incêndios criminosos estavam sendo intimados para prestar depoimento no 5º DP.

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