A polícia de Ubiratã (96 quilômetros ao sul de Campo Mourão), conseguiu localizar ontem de madrugada o bebê Luiz Renato, com dois dias de vida, sequestrado do hospital da cidade na manhã de quinta-feira. O bebê estava com a doméstica P.G.A., 15 anos, escondida em um conjunto habitacional popular em Campina da Lagoa, a cerca de 30 quilômetros de Ubiratã. Segundo a delegada Tany Razera, a localização do bebê e da sequestradora foi possível graças a divulgação do retrato-falado.
Uma mulher de Cascavel, que era patroa de P.G.A, viu o retrato-falado na televisão e acionou a polícia. Com uma foto da menor, cedida pela família, a polícia confirmou a identidade da sequestradora entre os funcionários e pacientes do hospital. Os pais da menina também ajudaram na localização, indicando a casa de uma amiga dela, Celina Melo, 48 anos, para onde sempre ia quando estava em apuros. P.G.A. estava na casa de Celina e, ao ser abordada por volta das 3 horas de ontem, disse à delegada ser a mãe da criança. Ela foi presa e será encaminhada ao Ministério Público. ‘‘Apesar de ser menor acho que vai ficar presa por algum tempo até para a própria segurança dela’’, disse a delegada.
Ontem de manhã P.G.A. disse à polícia que terminou um namoro e foi embora de Ubiratã para Cascavel, onde ficou três meses trabalhando como empregada doméstica. No início da semana ela foi demitida. ‘‘A ex-patroa dela informou que demitiu porque ela roubava roupas do beb꒒, contou Tany. Com o dinheiro do acerto, ela comprou mais roupas e até um carrinho de bebê. ‘‘O que ajudou no sequestro’’, revelou a delegada. ‘‘Todo mundo estava procurando uma mulher com uma criança no colo e não com um carrinho e sacolas com roupinhas’’.
Segundo Tany, T.G.A. afirmou que gosta muito de crianças e sempre quis ter um bebê. Durante o sequestro, ela agiu sozinha e com muita calma. Saiu do quarto e do hospital sem dificuldades e foi para Campina da Lagoa de ônibus. A delegada disse à Folha que foi o caso mais emocionante que já atendeu. ‘‘Não dá para descrever a emoção dos pais quando tiveram o filho de volta’’. Os pais, Cleusete e Luiz Carlos Rodrigues moram em um sítio no município de Anahy. A menor vai responder por sequestro.

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