Odair StraliottRecuperaçãoPaulo Kishino é atendido em hospital de Apucarana: diabético, ele recebia alimentação apenas uma vez ao dia Numa ação fulminante que teve a participação de três delegados e 15 investigadores, o Grupo Tigre (Grupo de Elite da Polícia Civil do Paraná) resgatou ontem, às 9 horas, o fazendeiro Paulo Akira Kishino, 68 anos, de Rio Bom (45 Km ao sul de Apucarana). O cativeiro era uma barraca de lona armada em meio a uma mata, numa estrada rural, entre Marilândia do Sul e Rio Bom. Os sequestradores mantiveram diversos contatos com a família, exigindo o pagamento de um resgate de R$ 1 milhão.
Kishino, que é proprietário de 5 fazendas de gado na região norte do Estado, foi sequestrado no dia 16 de julho, quando fazia uma caminhada próximo à Fazenda Boa Esperança, em Rio Bom. Durante 17 dias, ele foi mantido de olhos vendados, dentro da barraca, sob a vigilância de dois sequestradores armados.
Segundo o delegado-adjunto do Tigre, Reinaldo Santos de Almeida, a operação que culminou com o resgate do fazendeiro, começou na madrugada de ontem, em São Bernardo do Campo-SP, com a prisão de um dos sequestradores.
Ele revelou que desde o início do sequestro, as investigações do caso levou o Grupo Tigre a manter uma equipe naquela cidade, ‘‘de onde foram feitas várias ligações para a família Kishino, sempre de telefones públicos’’. Com a prisão de um dos integrantes da quadrilha - identificado apenas pelo nome de Rosendo -, a polícia deflagrou a operação de resgate de Paulo Akira Kishino.
Depois de localizar e posicionar-se estragicamente próximo ao cativeiro, o Grupo Tigre, numa ação fulminante, que durou poucos segundos, avançou sobre o cativeiro, retirando a cobertura de lona e resgatando o sequestrado.
Segundo a polícia, na rápida abordagem, os dois sequestradores - que estavam deitados -, reagiram atirando e acabaram sendo atingidos por vários disparos. Ambos foram encaminhados ao Hospital Menino Jesus, de Marilândia do Sul, mas já chegaram mortos. Até o início da tarde, a polícia ainda não havia identificado os nomes dos sequestradores.
O Grupo Tigre foi criado em 89 pela Polícia Civil do Estado, e nos últimos anos tem sido acionado em qualquer tipo de caso que envolva reféns, seja roubo, ou sequestro. Todos integrantes passam pelos cursos normais da Polícia Civil e depois são selecionados de acordo com suas aptidões.
Vários deles passam por cursos na SWAT americana e têm treinamentos especiais de tiro, mergulho e ‘‘rapel’’ (escaladas por cordas em Helicóptero). Outras técnicas americanas e israelenses também são utilizadas pelo Tigre, que tem como delegado-chefe, Itiro Hashitani, além de Reinaldo Santos de Almeida (adjunto) e Riad Braga Farah (operacional). Desde a sua criação, conforme destaca Hishitani, nenhum caso de exotrsão mediante sequestro, teve vítima ou pagamento de resgate no Paraná.

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