Mais de 310 policiais militares do Estado participam desde ontem da Operação Londrina Segura, cujo objetivo principal é reduzir os índices de criminalidade com a realização de blitze e arrastões em todas as regiões da cidade. A solenidade de lançamento reuniu autoridades do setor de segurança pública no 5 º Batalhão da Polícia Militar (BPM), de onde os PMs partiram para as ações nas ruas.
Além do efetivo, 36 viaturas também estão sendo usadas na operação, que não tem data para terminar e é iniciativa do Comando do Policiamento do Interior (CPI). A cerimônia de lançamento foi rápida e encerrada pelo comandante de policiamento do interior, coronel Nemézio Xavier de França Filho, com a ordem de liberar os policiais para iniciarem as atividades imediatamente. As viaturas desfilaram pelo Centro e fizeram blitze em bares de bairros da periferia da cidade. ''O efetivo está presente na cidade para dar segurança aos cidadãos de bem e dar tranquilidade às pessoas'', salientou. Ele ressaltou que os londrinenses não deverão sentir-se ''constrangidos'' por ser abordados na rua.
''Ninguém deve temer a polícia militar ou se sentir humilhado por ser abordado. A orientação é que as pessoas portem seus documentos pessoais e dos veículos para facilitar o trabalho da polícia'', destacou o coronel.
Ele garantiu ainda que o deslocamento de efetivo para as cidades atendidas pelas operações não prejudicam o policiamento em outras regiões. As principais metas previstas pelo comando são a redução no número de furtos e roubos em residências e estabelecimentos comerciais e de veículos, combater a ação de traficantes e usuários de drogas e o porte de armas, além de coibir as disputas de gangues.
O major Marcos de Castro Palma, comandante do 5 º BPM, destacou que a operação tem a função de multiplicar o policiamento ostensivo na cidade. ''Deve durar pelo menos 30 dias, mas não tem data fixa para terminar'', revelou. Para viabilizar as ações, o comando do batalhão criou o setor de planejamento e pesquisa. ''O estudo identificou polígonos de vulnerabilidade por onde foram distribuídas nossas atividades de policiamento ostensivo'', frisou Palma.
O coordenador-geral da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), Dartagnan Abilhoa, disse que a instituição é parceira da polícia na iniciativa. ''Haverá investigações sérias na cidade, com a nossa participação em parceria com os promotores da PIC local'', disse. Ele revelou também que ainda não há mandados de prisão ou de busca e apreensão emitidos pela Justiça para cumprimento durante a operação.
De acordo com o comandante operacional da Londrina Segura, capitão Edmauro de Oliveira Assunção, um plano de ação foi desenvolvido e os policiais de outras cidades terão facilidade para se adaptarem à cidade, devido à cooperação do efetivo local. Operações do tipo já foram feitas em cidades como Umuarama, Campo Mourão e Foz do Iguaçu.

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