Polícia já tem três suspeitos da chacina em Rio Branco do Sul
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quarta-feira, 12 de novembro de 1997
Curitiba 
A polícia de Rio Branco do Sul já tem três suspeitos da autoria da chacina que vitimou, na madrugada de segunda-feira, a sogra e os dois filhos do vigia noturno Nabi Soares Correia, além de deixar em coma sua mulher, Júlia Schneider Agner Correia. Um levantamento da perícia aponta que todos foram atingidos provavelmente por golpes de machado.
Segundo o delegado Paulo Padilha, um dos suspeitos é um vizinho que tem problemas mentais. O outro é um operário que trabalhou na recente reforma da casa, e o terceiro é um homem que estava devendo dinheiro a Nabi Correia. Correia trabalhava com agiotagem e esse homem estava em dívida com ele, disse o delegado. Padilha acredita que tanto o operário quanto o devedor sabiam que Correia guardava cheques e dinheiro em casa. De acordo com o delegado, foram roubados dois cheques, um no valor de R$ 1,2 mil e outro de R$ 350,00.
Júlia, que foi socorrida quando ainda estava consciente, teria dito ao médico do hospital de Rio Branco do Sul que fora atacada por dois homens, referindo-se a um deles como negrão. Ainda não sabemos se isso é o apelido de alguém ou uma descrição física, diz Padilha.
O delegado afirma que Júlia foi a primeira a ser atacada, pois estava no banheiro - peça que dá acesso, pelos fundos, à casa. Julia, internada no Hospital Cajuru, em Curitiba, saiu do coma ontem pela manhã. À tarde, sob fortes sedativos, não pôde ser ouvida pelos policiais da delegacia de Rio Branco do Sul.
Enquanto investigamos os suspeitos, ficamos na expectativa de que hoje ela possa prestar algum depoimento, afirma o delegado Paulo Padilha.


