O delegado do 5º Distrito Policial de Londrina, Marcos Belinati, que investiga as mortes de Adriana Cândido Rúbio, 26 anos, e de seu ex-cunhado Claudinei dos Santos, 27 anos, ocorridas no dia 25 de agosto, no Jardim Pargot III (Zona Norte), acredita que o crime já esteja praticamente desvendado. ''Já existe um suspeito e o crime será eluciadado em breve'', disse.
A primeira hipótese levantada era de um homicídio seguido de suícido. Mas, segundo o delegado, de acordo com o depoimento das nove testemunhas já ouvidas e com a cena do crime, configurou-se a tese de duplo homicídio. ''O exame residuográfico do Instituto de Criminalística divulgado ontem (anteontem) veio comprovar a tese'', explicou.
A posição em que a arma foi encontrada, embaixo do corpo de Adriana, a distância de mais um metro do disparo que matou Claudinei e os dois tiros no corpo da moça foram alguns fatores que levaram a Polícia a trabalhar sobre essa tese. ''Ninguém se mata com dois tiros ou leva a arma há um metro de distância para disparar'', enfatizou. A arma usada foi um revólver calibre 38.
Belinati revelou que, possivelmente, o autor teria armado a cena e que possivelmente tenha agido sozinho. A filha de Adriana, de sete anos, que estava na casa quando o crime aconteceu, ainda não foi ouvida.

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