Polícia já sabia que agência estava na mira de ladrões
Polícia já sabia
que agência estava
na mira de ladrões
James Alberti
A polícia do Paraná já sabia que a agência do HSBC Bamerindus, na sede da Prefeitura de Curitiba, seria um dos próximos alvos dos assaltantes. O Secretário de Estado da Segurança Pública do Paraná, Rubens Abrahão Tanure, disse à imprensa, no dia 10 deste mês, que havia sido encontrada uma planta da prefeitura com uma quadrilha de assaltantes presa naquela semana. Tanure pediu que a informação não fosse divulgada na época porque podia prejudicar as investigações, que levariam à prisão de outros assaltantes envolvidos com o mesmo grupo.
O secretário se recusou a falar com a Folha ontem. Conforme a assessoria de imprensa da secretaria, o assunto deveria ser tratado com o delegado-geral Artur Oscar Correia Braga. O delegado-geral passou o caso ao assessor Cláudio Fernando Cunha Telles, que não foi localizado nem retornou a ligação telefônica.
Ao que parece nenhuma medida preventiva foi tomada para evitar o assalto, que colocou em risco a vida de funcionários da Proforte e da prefeitura. Este é o terceiro assalto a carros-fortes da Proforte neste ano. O gerente-geral da empresa, Gerson Benedito Pires, descarta o envolvimento de algum funcionário com a quadrilha, que aparentemente conhecia os horários e percursos do carro-forte.
O segurança Gilberto de Paula, que levou seis tiros, também fazia parte da equipe da Proforte, quando houve o assalto no supermercado Carrefour, há três semanas. Na ocasião, ele teve o cano de uma metralhadora colocado na boca e foi ameaçado de morte. Ontem ele só não morreu porque teve muita sorte, disse Benedito Pires.
Por causa do assalto, a assessoria da prefeitura informou que, desde ontem mesmo, haverá reforço de soldados da Polícia Militar e da Guarda Municipal em todos os dias de pagamento.





