Os criminosos que invadiram um barraco na Zona Norte de Londrina na madrugada de ontem e executaram dois foragidos da cadeia de Cambé (Norte) podem ter usado até uma metralhadora. A suspeita foi levantada pela Polícia após apurar que no local teriam sido disparados entre 60 e 70 tiros. As vítimas receberam pelo menos 15 tiros cada um.
O delegado de Cambé, Valdir Abraão, reconheceu os corpos no Instituto Médico Legal (IML) e informou que as vítimas seriam Carlos Fernando Basílio Leite, o ''Pagé'', e Fernando Manoel dos Santos, conhecido como ''Monstrinho''. Ambos residiam no Jardim Bandeirantes, em Cambé. Junto com outros 14 presos da cadeia daquela cidade, os dois haviam conseguido fugir no último domingo após renderem um carcereiro. Eles estavam presos havia cerca de 60 dias: o primeiro pelo crime de roubo e o outro por envolvimento em um homicídio.
Sem se aprofundar nos detalhes, o delegado de Homicídios da 10 Subdivisão Policial em Londrina, Paulo Henrique Costa, disse na tarde de ontem que já tinha indícios que poderiam ajudar a esclarecer a autoria dos crimes. Ele apontou que os dois homens estariam usando um casebre no Jardim Marieta (Zona Norte), há cerca de dois dias. Tempo suficiente para terem recebido ordem de traficantes que dominam a região para que deixassem o local. A suspeita da Polícia de Londrina é de que como a dupla não atendeu a exigência, acabaram executados.
Costa informou que no local teriam sido disparados entre 60 e 70 tiros. A perícia recolheu cápsulas dos calibres 380 e 9mm curto. ''Pela quantidade de disparos, suspeitamos que os autores dos crimes possam ter usado uma metralhadora'', comentou o delegado de Homicídios.
Testemunhas relataram à Polícia que pessoas estranhas à comunidade teriam chegado ao bairro pouco antes das execuções. Isso pode reforçar a suspeita levantada pelo delegado de Cambé de que Santos estaria sendo ameaçado por uma quadrilha rival do Jardim Novo Bandeirantes. ''Acreditamos que a execução de Santos tenha sido por vingança porque ele havia matado um outro criminoso do bairro. O outro foragido morreu em razão de estar junto'', cogitou Abraão.
Os corpos das duas vítimas foram necropsiados no IML de Londrina, reconhecidos e liberados para os familiares no final da tarde.

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