Araucária - Um assassinato triplo está intrigando a polícia de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. Três mulheres não identificadas foram mortas ontem e deixadas lado a lado, com tiros nos rostos, numa propriedade rural pronta para plantio. Junto delas havia embalagens consumidas de iogurte e bebida achocolatada e marcas de pneus de carro.
Durante a manhã, a delegacia da cidade foi acionada pelo proprietário das terras na localidade de Palmital. Pessoas haviam contado a ele que ouviram tiros na propriedade, alugada a terceiros para plantação. Ao chegar no local, os policiais viram as três mulheres que foram executadas. Elas estavam sem identificação e a única pista conseguida foi de uma pessoa que passava pela região e viu um automóvel corsa bege passando pela porteira da propriedade onde aconteceu o crime. Acredita-se que o triplo assassinato tenha acontecido por volta das 9 horas, quando foram ouvidos os tiros.
Até o final da tarde de ontem, ninguém tinha reclamado os corpos. A polícia foi a algumas boates da região para tentar saber se as vítimas eram prostitutas, mas ninguém as reconheceu. Segundo o escrivão-chefe da Delegacia de Araucária, Nei Prosdócimo, pode ser que os assassinatos tenham acontecido por causa de drogas. Uma das mulheres executadas tinha uma pedra de crack no soutien. Prosdócimo não crê que os crimes tenham relação com os assassinatos de mulheres no município de Almirante Tamandaré, também na região metropolitana. ''Não acredito que seja queima de arquivo, mas vamos investigar'', disse o escrivão.
As três mulheres foram examinadas pela perícia e encaminhadas ao Instituto Médico Legal de Curitiba. Elas têm características diferentes. Uma tem a pele clara, cabelo claro pintado de loiro e aparenta ter 25 anos. Esta levou um tiro abaixo do olho. Outra é morena clara, cabelos pretos curtos, aparenta 35 anos e levou um tiro na nuca. A terceira tem cabelos pretos longos, aparência de ter entre 35 e 40 anos e levou dois tiros, um no rosto e outro na coxa esquerda. Esta terceira é que tinha a pedra de crak escondida no soutien.
''Vamos aguardar que alguém reclame os corpos no IML. Então, identificando a origem destas mulheres, poderemos estabelecer uma linha de investigação para saber se descobrimos com quem elas saíram antes de serem mortas'', explicou o escrivão Nei Prosdócimo.

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