O setor de operações da 10ª Subdivisão Policial de Londrina (SDP) está investigando o envolvimento de Marcos Silva nos furtos de motocicletas, que são levadas para o Paraguai. Marcos foi preso em Sarandi (7 km a leste de Maringá) por porte ilegal de arma.
A instrutora de ginástica Keila Patrícia Milanez que teve sua motocicleta NX-200, ano 94, furtada no dia 14 de julho e recuperada na última quinta-feira na cidade paraguaia de Maracaju. Segundo a polícia, um dos principais suspeitos do furto é Marcos Silva, que teria sido visto carregando a motocicleta no Conjunto Novo Amparo (zona leste), onde a sua família mora. Quando foi preso em Sarandi, ele confessou que havia furtado diversas motocicletas em Londrina.
O delegado operacional da 10ª SDP, Valdir Abrahão, que investigou o furto da motocicleta de Keila Patrícia, disse que há duas semanas trouxe Marcos Silva a Londrina para que ele mostrasse onde praticou os furtos. ‘‘Nada conseguimos, pois ele dizia que não se lembrava. Também não conseguimos saber para quem ele vendia as motocicletas em Foz do Iguaçu. Apenas nos revelava que era para um homem cujo nome desconhecia e que vendia os veículos no Paraguai’’, contou Valdir Abrahão.
Apesar de Keila Patrícia não querer falar sobre como conseguiu recuperar a sua motocicleta, a Folha apurou que ela teve que pagar R$ 500,00 à polícia paraguaia para ter seu veículo de volta. No esquema entrou no ‘‘negócio’’ um dos grupos de Foz do Iguaçu, que servem como intermediários junto à polícia paraguaia. As investigações policiais estão sendo feitas para também verificar até que ponto estes grupos estão envolvidos com os furtos no Brasil. Eles recebem comissões por cada veículo recuperado. Os principais clientes são as empresas seguradoras, que querem trazer de volta os veículos furtados de seus clientes, levados para o Paraguai.

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