Polícia investiga sequestro de quatro jovens
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segunda-feira, 09 de maio de 2005
Andréa Lombardo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Policiais do Tigre grupo de elite da Polícia Civil especializado em sequestros estão à procura de três rapazes, um deles menor, e uma mulher, que foram levados de uma casa, na Vila Leonice, bairro Cachoeira, região norte de Curitiba, na madrugada do último sábado. Eles foram rendidos, por volta das 2 horas, por seis homens armados e encapuzados, que chegaram ao local em um Gol preto. Uma sétima pessoa aguardava do lado de fora em uma moto. Outras quatro pessoas que estavam na casa foram obrigadas a deitar com o rosto para o chão e ficaram amarradas.
Até o fechamento desta edição, Cristiano Barreto, 19 anos, Diego Dionízio dos Santos, 18 anos, A.C.S., 17 anos, e a mulher identificada apenas como Carla, 27 anos, moradora da casa, continuavam desaparecidos. O carro da moça, um Fiat Tipo branco, foi encontrado, próximo da Rodovia dos Minérios, em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba.
O delegado titular do Grupo Tigre, Riad Farhat, informou que a polícia trabalha com a hipótese de homicídio, mas enquanto não houver confirmação, o crime é tratado como sequestro. Por isso, o envolvimento do grupo de elite nas investigações. Farhat não revelou detalhes das investigações.
A suspeita é de que os supostos sequestradores seriam de uma gangue rival, que queria vingar a morte de um integrante ocorrida há cerca de duas semanas e que teria sido atribuída a Cristiano e seus amigos.
''Nem sei o que está acontecendo. Para mim e para todos os moradores do bairro, ele sempre foi visto como um rapaz direito, querido por todo mundo'', afirmou o pai de Cristiano, Jamil Barreto. Ele disse que seu filho estava namorando Carla, que chegou no bairro há nove meses, e, apesar dos boatos de que ela seria traficante, nunca percebeu qualquer atitude em Cristiano que denunciasse um possível envolvimento com drogas ou com atividades ilegais.
O pai de Diego, Antônio Alves dos Santos, disse ter esperança de encontrar seu filho com vida, o que para a mãe de Adriano, Creuzeli Amâncio da Silva, já uma hipótese pouco provável. ''Queria encontrar pelo menos o corpo dele para poder sair dessa agonia e retomar minha vida. Tenho outros três filhos para criar.''


