Polícia investiga relação entre crimes
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sexta-feira, 02 de maio de 2003
Gilmar Agassi<br>Reportagem Local 
A Polícia Civil de Londrina está investigando a possibilidade de haver uma relação entre as mortes de Elaine Cristina Ferreira, 27 anos, ocorrida em fevereiro, e Maria Flávia de Castro, 26 anos, cujo corpo foi encontrado anteontem, no Jardim Versalhes 1 (zona oeste). São várias as coincidências registradas nos dois crimes, entre elas, a de que ambas trabalhavam como prostitutas na Avenida Leste-Oeste, foram mortas do mesmo modo (por estrangulamento) e os corpos desovados no mesmo local, nas proximidades da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O corpo de Maria Flávia foi reconhecido ontem no Instituto Médico-Legal (IML) por seu irmão.
Da mesma forma que Elaine, a vítima mais recente estava nua e o corpo, embrulhado em um saco plástico. Maria Flávia usava somente pulseira, um anel de prata e uma tornozeleira de pano. A última vez que ela foi vista teria sido noite de segunda-feira. O delegado-adjunto do 3º Distrito Policial, Pedro Maomé Machado, disse que não pode afirmar que os dois crimes foram cometidos pela mesma pessoa, mas que as semelhanças são muito grandes. ''Não podemos descartar qualquer possibilidade. Estamos investigando isso também'', declarou.
O delegado disse que a investigação seria facilitada se as pessoas que conheciam Maria Flávia comparecessem ao distrito para dar informações. Segundo ele, duas ligações anônimas foram feitas dando dicas sobre o possível homicida, entre elas a de que o carro utilizado no crime é um VW/Gol, de cor branca. Baseado nas informações, Maomé esteve, na tarde de ontem, na casa de um suspeito e o convocou para prestar depoimento. ''Quando chegamos na casa ele demonstrou nervosismo. Mas isso não quer dizer que ele é o culpado'', observou.
Uma outra possibilidade que deverá ser investigada é a de que a vítima vinha sendo ameaçada por um traficante. O irmão de Maria Flávia teria dito que ela era viciada em crack, assim como Elaine. Conforme uma prostituta que fazia ''ponto'' junto com a vítima, a mãe de Flávia, que reside no litoral de Santa Catarina, teria conhecimento das ameaças feitas à filha e saberia o nome do traficante. A vítima deixou uma filha de nove meses.


