A Polícia Civil de Londrina investiga uma suposta quadrilha que pratica assaltos a ônibus de excursão. Nas últimas duas semanas, dois casos semelhantes foram registrados na região, envolvendo veículos que levavam lojistas da cidade para fazer compras em São Paulo. Em ambas as situações, os motoristas trafegavam na BR-369, foram rendidos e obrigados a levar os ônibus para estradas vicinais. Após o assalto, os passageiros foram trancados no bagageiro dos carros.
O primeiro assalto aconteceu na semana passada, perto do pedágio de Jataizinho (21 km ao sul de Londrina). Dois homens armados embarcaram em Londrina com os outros passageiros e roubaram documentos, celulares e aproximadamente R$ 40 mil dos presentes.
Na madrugada da última terça-feira, dois assaltantes se infiltraram entre os ocupantes de outro veículo e, minutos após a partida, renderam todos. Os passageiros foram obrigados a descer em pares e entregar bolsas, carteiras, jóias e objetos pessoais. O assalto foi anunciado entre Londrina e Ibiporã.
O delegado adjunto da 10 Subdivisão Policial (SDP), Márcio Vinícius Amaro, informou que, nos últimos anos, foram poucos assaltos com essas características registrados na região. ''Como aconteceram dois casos parecidos e seguidos, acreditamos que seja uma quadrilha'', disse.
Para evitar essa ''surpresa'' durante a viagem, ele recomenda às empresas organizadoras das excursões que selecionem sua clientela através de cadastro. ''O ideal é transportar apenas passageiros conhecidos ou indicados por alguém de confiança'', orientou. A simples apresentação de documentos no embarque, segundo ele, não garante a segurança porque os assaltantes podem usar documentos frios.
Esse é o procedimento recomendado pela TIL às agências que locam ônibus de turismo da empresa. Eduardo Dias, procurador da TIL, afirmou que só são transportados passageiros identificados que estejam previamente cadastrados. ''Clientes novos são aceitos apenas por indicação de dois clientes atuais'', disse.
Outro cuidado é realizar os embarques apenas na Rodoviária, que tem estrutura própria para a atividade. Dias garantiu que, por causa dessas precauções, os ônibus nunca são assaltados por passageiros. Abordagens de ladrões ocupantes de outros veículos, entretanto, são difíceis de serem combatidas.
Para evitar tragédias, os motoristas da empresa são orientados a nunca reagirem. Em caso de cercamento do ônibus, a recomendação é que os condutores parem o carro, desliguem o motor, tirem a chave da ignação e coloquem-na à disposição do assaltante junto com o celular. ''Dizemos para eles nunca olharem no rosto do ladrão'', acrescentou.
Dias, comentou, ainda, que os passageiros com destino a São Paulo são lojistas e, na maioria das vezes, carregam pouco dinheiro. ''São pessoas que viajam toda semana, planejam as compras e pagam através dos bancos''.

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