O 2º Batalhão de Polícia Militar divulgou ontem à tarde os nomes dos dois homens e uma mulher acusados de tráfico de drogas presos anteontem em Santo Antônio da Platina. A quadrilha, supostamente de São Paulo, produzia cerca de 400 quilos de crack e cocaína em uma chácara da cidade.
Estão presos em cadeias não reveladas da região, por questão de segurança, Ricardo Correa de Araújo, Claudemir Aparecido de Lima e Zenaide da Silva Nascimento, mulher do chefe do bando, Claudair Lopes de Faria.
Ele é procurado em três Estados por formação de quadrilha, tráfico de drogas e homicídio. Ele conseguiu fugir depois de furar um cerco policial montado na BR-153 na manhã de anteontem. Outras duas mulheres envolvidas foram liberadas depois que ficou comprovado que eram apenas domésticas que trabalhavam na mansão que a quadrilha alugava no Jardim São Francisco, bairro nobre da cidade.
A ação policial de anteontem teve a participação das polícias Militar e Civil. Foram apreendidos 5,5 quilos de crack, oito veículos, sendo duas motos, telefones celulares, aparelhos eletroeletrônicos, radiotransmissores e receptores, com os quais monitoravam as conversas da PM, além de farto material utilizado para a produção das drogas.
A quadrilha usava também um avião monomotor cujo prefixo ainda não foi identificado. Há informações, ainda não confirmadas, de que advogados de São Paulo já estariam na cidade para tentar a soltura dos presos.
A polícia de Santo Antônio da Platina acredita que o duplo homicídio ocorrido no dia 9 está ligado à quadrilha de traficantes de drogas desmantelada anteontem no município. O delegado Sérgio Taborda admite estar trabalhando com a possibilidade, mas evita fazer comentários para não atrapalhar as investigações.
Quando os corpos de um casal foram encontrados carbonizados no local conhecido como Mirante, a 14 quilômetros da cidade, a polícia já suspeitou tratar-se de queima de arquivo pelas evidências. Os dois foram mortos a tiros e, em seguida, queimados sem deixar vestígios. A perícia solicitada pelas autoridades ao Instituto Médico-Legal de Jacarezinho não conseguiu identificar os cadáveres.

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