Polícia investiga origem de incêndios em Mandaguari
Polícia investiga origem de incêndios em Mandaguari Ossamu KandaMarinês Soares mostra viga do telhado atingida pelo fogo; vizinhos sentiram cheiro de queimado, arrombaram a porta da casa e evitaram que os prejuízos fossem maiores Lucinéia Parra De Maringá O fogo que destruiu parte dos móveis da casa da empregada doméstica Marinês Soares, 32 anos, na manhã de anteontem, ainda é uma incógnita e preocupa os moradores do bairro Jardim Boa Vista, em Mandaguari (33 quilômetros a leste de Maringá). Marinês é vizinha de Rosa Alves de Lima, 26 anos, que em novembro de 1998 começou a conviver com o drama causado por um fenômeno que fazia surgir focos de incêndio pela casa. A Polícia Técnica de Maringá esteve na casa de Marinês, mas o laudo da perícia será divulgado somente em 30 dias. Marinês ainda não acredita que tenha sido curto-circuito e está especialmente intrigada com o primeiro foco de incêndio que aconteceu na manhã da última sexta-feira. Segundo ela, naquele dia, um pano branco sobre um beliche foi encontrado em chamas. Foi a primeira vez que o fogo começou em casa, mas o que me deixa preocupada é que eu não sei que pano é este, disse. Conforme Marinês, foram os vizinhos que perceberam o cheiro de queimado e entraram na casa para retirar o pano em chamas que estava no beliche. Na manhã de anteontem, por volta das 7 horas, o fogo recomeçou, destruindo móveis e utensílios que estavam mais próximos do beliche. Marinês e os filhos já tinham saído da casa. Fui trabalhar às 6 horas e os meus filhos tinham acabado de sair de casa com a Rosa, que é minha vizinha, e que levou eles (filhos) para a escola, explicou. Rosa mora ao lado da casa de Marinês há quase um mês. Depois da primeira manifestação do fenômeno, em novembro de 1998, Rosa chegou a mudar de casa três vezes. No início de 1999, Rosa mudou-se para a casa da mãe, mas um incêndio destruiu a residência totalmente. O fogo, segundo ela, começava misteriosamente em peças de roupas e se alastrava pelos móveis até destruir a casa. Com apoio da prefeitura, Rosa, o companheiro, os três filhos e a mãe, foram morar em um centro social, no Jardim Boa Vista. Eles ficaram provisoriamente no local até a construção de uma casa em um terreno doado pela prefeitura. Ontem, Rosa afirmou à reportagem da Folha que as últimas manifestações do fenômeno ocorreram há cerca de oito meses. Ela garantiu que se mudou da casa doada pela prefeitura porque os vizinhos a incomodavam e porque lá também tinham acontecido focos misteriosos de incêndio. Sobre o fogo que destruiu móveis e parte do telhado da casa de Marinês, Rosa disse não acreditar que esteja relacionado ao fenômeno. Estamos esperando o laudo da perícia para ver se houve curto-circuito ou se foi mais uma vez por causa do que acontece comigo. Mas acho que não porque faz tempo que o fenômeno não se manifesta. Agora eu sou evangélica e nunca mais tive este problema. Marinês também disse não acreditar que se trata do fenômeno. Ela (Rosa) disse que quando o fogo começava na casa dela não tinha nada que fizesse parar. Aqui os vizinhos perceberam e conseguiram impedir que o fogo destruísse toda a casa, justificou.





