O taxista Nelson Soares da Silva, 63 anos, foi encontrado morto na manhã de ontem em uma plantação de soja próxima à Universidade Federal Tecnológica (UTFPR), na Estrada dos Pioneiros (Zona Leste de Londrina). Segundo o delegado de plantão, Jayme José de Souza Filho, Silva foi encontrado enforcado por um cinto e com as mãos amarradas para trás. Uma carteira com R$ 400,00 em dinheiro foi encontrada no bolso traseiro da vítima. ''Aparentemente o corpo não apresenta marcas de tiro ou perfuração por instrumento perfuro-cortante'', informou o delegado.
O automóvel que o taxista dirigia, um Gol prata quatro portas, placas ANP 8804, de Londrina, estava abandonado na estrada, a cerca de 400 metros do corpo, com as portas abertas e as luzes ligadas. ''O aparelho de som foi levado. Em tese, trata-se de um latrocínio (homicídio com o objetivo de roubo)'', afirmou o delegado. No interior do veículo, que não pertencia à vítima, a polícia encontrou uma outra carteira apenas com documentos pessoais.
De acordo com a Central de Táxi, depois das 20 horas o taxista não fez mais contato pelo rádio. Ele começou a trabalhar às 17 horas de anteontem e iria até a madrugada. O taxista Wanderlei de Almeida informou que encontrou o colega por volta das 21 horas de anteontem próximo ao local onde foi morto. ''Estava em um clube aqui perto e ele em corrida com duas pessoas, aguardando uma terceira. Perguntei se estava tudo bem e ele respondeu que sim'', contou. Almeida comentou que na semana passado um taxista havia sido assaltado na Estrada dos Pioneiros. Conforme o delegado, como chovia na noite de sábado, o carro pode ter atolado e os supostos assaltantes decidiram abandoná-lo. Um par de sapatilhas feminina foi encontrado próximo ao automóvel.
Silva trabalhava no ponto localizado em frente ao Royal Plaza Shopping, na Rua Mato Grosso. Laudair Aparecido de Jesus, que trabalhava no mesmo ponto da vítima, disse que o viu pela última vez por volta das 20 horas. ''Começou a chover e as corridas aumentaram. O Nelson era uma pessoa muito querida, conhecida - só neste ponto estava há uns 10 anos, pelos menos - e, aparentemente, não tinha inimigos. Agora acontece esta morte estúpida'', lamentou. Segundo o taxista, o colega já havia sido assaltado algumas vezes, sendo a última há quatro meses.
O corpo do taxista está sendo velado na capela 1 do Cemitério Jardim da Saudade (Zona Norte). O sepultamento está marcado para hoje, às 9h15.

mockup